Ao menos 20 pessoas morreram, incluindo cinco crianças, e dezenas estão desaparecidas após o desabamento de um prédio de seis andares na Cidade de Gaza, na Faixa de Gaza.
O edifício, com quatro apartamentos residenciais por andar, foi “alvo direto” durante os bombardeios de Israel na guerra contra o Hamas, o que comprometeu a “integridade estrutural e provocou o desabamento”, afirmou a Defesa Civil do enclave palestino.
As buscas continuam para encontrar dezenas de pessoas desaparecidas sob os escombros do prédio.
O imóvel foi bombardeado várias vezes em 2024 e 2025. As autoridades pediram aos moradores que não retornassem, mas muitos assumiram o risco.
“Eles não têm outra opção. Sem barracas nem moradias disponíveis, estão vivendo em edifícios com rachaduras e danificados, apesar do risco de desabamento”, disse à AFP Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil.
Muitos prédios na Faixa de Gaza foram destruídos pelos bombardeios israelenses, iniciados em resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 pessoas.
A campanha de bombardeios israelenses em Gaza deixou mais de 73.000 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino. A agência de Defesa Civil identificou quase 2.000 prédios na Faixa de Gaza que enfrentam o risco de desabamento.
O departamento de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, atribuiu o desabamento aos atrasos na prometida reconstrução do território.
“Consideramos a ocupação israelense e a comunidade internacional plena e diretamente responsáveis pela catástrofe que nosso povo palestino está sofrendo”, afirmou.
Israel permitiu a entrada de ajuda adicional em Gaza desde a declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025. Mas o Exército do país prossegue com os ataques e restringiu a entrada de equipamentos que, segundo afirma, também poderiam ter uso militar.
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