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Maksoud Plaza fecha portas após décadas de reuniões de artistas e boêmios

Maksoud Plaza encerra atividades após quarenta e dois anos; venda por R$ 132 milhões deixa 170 funcionários desempregados e marca fim da era gastronômica paulistana

Hotel Maksoud Plaza
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  • O Maksoud Plaza encerrou atividades na manhã de terça-feira, 7, após 42 anos de funcionamento, sendo vendido por R$ 132 milhões ao grupo de logística JSL e deixando 170 funcionários desempregados.
  • Junto ao hotel, o Frank Bar também fechou as portas, encerrando uma referência importante da vida noturna paulistana inaugurada em 2015.
  • O Maksoud era conhecido por bares e restaurantes 24 horas, como o 150 Night Club, o Trianon Piano Bar, a Brasserie Bela Vista, o Vikings e o La Cuisine du Soleil.
  • Em 1981 ocorreu a última apresentação de Frank Sinatra no Brasil, que fazia parte do atrativo cultural do hotel ao longo das décadas.
  • O local ficou famoso pela arquitetura e por receber artistas e personalidades, incluindo Caetano Veloso, além de ter atrações gastronômicas de peso associadas ao La Cuisine du Soleil, com a participação do chef Roger Vergé.

O Maksoud Plaza encerrou suas atividades na manhã de terça-feira, 7 de dezembro, após 42 anos no mercado. O hotel paulistano foi vendido por R$ 132 milhões ao grupo de logística JSL, o que levou ao desligamento de 170 funcionários. O fim marca o término de uma era da hotelaria e da gastronomia de São Paulo.

O empreendimento reunia bares e restaurantes 24 horas, entre eles o 150 Night Club e o La Cuisine du Soleil. O fechamento também impactou o Frank Bar, inaugurado em 2015, que deixou de funcionar junto com o Maksoud. O espaço era referência na carta de coquetéis e no glamour da cidade.

Historicamente, o Maksoud Plaza era conhecido por receber artistas e eventos de destaque. Em 1981, ocorreu a última apresentação de Frank Sinatra no Brasil, registro que exemplifica a importância cultural do hotel. A arquitetura ostenta elementos marcantes que ajudaram a moldar o cenário urbano de São Paulo.

Na década de 1980, o Maksoud funcionava com serviços 24 horas, além de oferecer uma variedade de restaurantes famosos. Entre eles estava o Brasserie Bela Vista, o Vikings e, principalmente, o La Cuisine du Soleil, com consultoria de chefs renomados.

O 150 Night Club foi ponto de encontro de artistas internacionais em performances próximas ao lobby do hotel. O local acolhia grandes nomes da música e contribuía para o hálito cosmopolita da cidade na época.

O Maksoud Plaza também era reconhecido pela sua estética e pela presença de obras de artistas como Yutaka Toyota e Maria Bonomi. Elevadores panorâmicos e espaços de lounge reforçavam o clima de sofisticação que marcava as noites paulistanas.

Entre os restaurantes, o La Cuisine du Soleil recebia a visão da nouvelle cuisine, com influência de chef francês ligado a projetos no Brasil. A carta privilegiava preparos com peixes leves, purês tropicais e cozinhas que buscavam leveza sem perder desempenho gastronômico.

Em linhas gerais, o fechamento do Maksoud Plaza encerra um capítulo da hospitalidade paulistana. A cadeia de logística JSL passa a administrar o espaço, mantendo a memória de um hotel que fez história na cidade. As mudanças chegam em meio a transformações no setor hoteleiro de São Paulo.

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