- Roteiristas de Vai que Cola enviaram uma carta à Globo e ao Multishow confirmando uma crise nos bastidores.
- A carta afirma que houve a demissão de André Gabeh, escritor negro, gay e periférico, a pedido de parte do elenco, no início do mês.
- Segundo os autores, há atmosfera de apreensão e medo no ambiente de trabalho, com críticas infundadas que teriam relação com gostos pessoais, não com a técnica.
- Os roteiristas dizem que parte do elenco não lê o roteiro completo antes das gravações, o que provoca mudanças de última hora, além de haver divisão entre alguns membros do elenco.
- A carta encerra pedindo paz e respeito, destacando que não se trata de guerra entre elenco e roteiristas, e reforça a necessidade de mudanças para tornar o ambiente mais saudável; Globo e Multishow não se posicionaram até o momento.
Os roteiristas da 11ª temporada do humorístico Vai que Cola enviaram uma carta à Globo e ao Multishow, afirmando viver sob um clima de apreensão no backstage. O texto aponta interferências do elenco e cita a demissão de André Gabeh, ex-BBB, ocorrida no início deste mês. O documento não revela nomes.
A carta é assinada por pelo menos seis roteiristas em atividade na fase de gravação. Os autores dizem aceitar críticas construtivas, mas contestam o descontentamento que teria afetado a qualidade técnica dos textos. Executivos da Globo e da produtora A Fábrica teriam elogiado o colega.
Entre as acusações, os autores relatam que parte do elenco não lê o roteiro antes das gravações, o que geraria mudanças de última hora. Também mencionam uma suposta divisão entre alguns atores quanto ao tom das cenas. O objetivo é pedir paz e respeito.
Do lado das emissoras, o recuo é claro: nem Globo nem Multishow comentaram o assunto até a última atualização. A Folha de S Paulo, por meio do F5, já havia informado sobre o tema anteriormente, citando divergências entre elenco e equipe de roteiristas.
Detalhes da carta
Os roteiristas destacam que André Gabeh era reconhecido pela qualidade técnica de seus textos e pela dedicação aos prazos. Segundo o grupo, a demissão ocorreu próximo ao fim da temporada, o que gerou impacto emocional na equipe. O conjunto afirma que o crise não deve ser tratada como guerra de bastidores, mas como necessidade de mudança.
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