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‘Eddy’ aborda violência e identidade queer em adaptação de Édouard Louis

Peça provoca reflexão sobre a violência contra a população LGBTQIA+ e a busca por identidade, em cartaz até 31 de agosto no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução
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  • A peça “Eddy – Violência & Metamorfose” está em cartaz no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, até 31 de agosto.
  • A montagem é uma adaptação das obras de Édouard Louis e aborda temas como violência, homofobia e busca por identidade.
  • As performances de João Côrtes e Igor Fortunato destacam a complexidade das relações familiares e sociais.
  • A peça utiliza um mashup musical de “Smalltown Boy” e “Born This Way” para intensificar a narrativa.
  • Os ingressos custam a partir de R$ 60, com apresentações de quinta a sábado às 20h e aos domingos às 19h.

Eddy – Violência & Metamorfose é uma adaptação teatral que explora a complexidade da violência e da busca por identidade, inspirada nas obras de Édouard Louis. A peça, em cartaz no Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, destaca-se pela performance intensa de João Côrtes e Igor Fortunato, que trazem à tona questões como homofobia e opressão.

A montagem, que utiliza um mashup musical de “Smalltown Boy” e “Born This Way”, intensifica a narrativa e reflete a realidade da violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil. A estrutura não linear da peça entrelaça trechos de três livros de Louis, revelando como as experiências de vida do protagonista se conectam, desde a infância marcada pela pobreza até a busca por reinvenção após traumas.

Côrtes, no papel de Eddy, entrega uma performance emocionalmente carregada, enquanto Fortunato representa a dualidade de agressor e vítima em um sistema opressor. A presença de Julia Lund, como a irmã de Eddy, adiciona uma camada de complexidade ao drama familiar, refletindo tanto o afeto quanto as feridas que permeiam as relações.

Elementos Cênicos

A direção de Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowski opta por uma linguagem sóbria, onde cada elemento cênico tem uma função narrativa clara. A iluminação e a economia de recursos visuais concentram a atenção nos atores, transformando seus movimentos em expressões da crueza da história. Essa abordagem cria uma experiência que não se limita a ser assistida, mas que exige uma conexão emocional do público.

A peça não apenas narra a história de um jovem francês, mas também dialoga com a realidade brasileira, onde a violência contra a comunidade LGBTQIA+ é alarmante. Côrtes destaca que muitos espectadores se identificam com a trajetória de Eddy, revelando uma triste realidade de preconceito e trauma que ainda persiste.

Eddy – Violência & Metamorfose está em cartaz até 31 de agosto, com apresentações de quinta a sábado às 20h e aos domingos às 19h. A duração é de 110 minutos e a classificação é para maiores de 18 anos. Os ingressos variam a partir de R$ 60, disponíveis na bilheteira do teatro e online.

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