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Famosos prestam homenagens e relembram legado do cartunista Jaguar após sua morte

O cartunista Jaguar, ícone da resistência cultural, deixa um legado duradouro após sua morte aos 93 anos, provocando luto na sociedade brasileira

Jaguar (à direita) com seu companheiro de Pasquim Sergio Cabral, em 2007 — Foto: Marcos Ramos/O Globo
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  • O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu aos 93 anos devido a complicações de pneumonia.
  • A morte foi confirmada pela viúva, Celia Regina Pierantoni, e gerou manifestações de pesar entre personalidades da cultura brasileira.
  • Jaguar estava internado há três semanas no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro.
  • Ele cofundou o jornal satírico Pasquim em 1969, que se tornou um símbolo da resistência à ditadura militar.
  • Jaguar iniciou sua carreira em 1952 e lançou seu primeiro livro em 1968, além de ter contribuído com várias publicações ao longo de sua trajetória.

O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu neste domingo, aos 93 anos, após complicações de pneumonia. A informação foi confirmada pela viúva, Celia Regina Pierantoni, e sua morte gerou manifestações de pesar entre diversas personalidades da cultura brasileira.

Jaguar estava internado há três semanas no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. O escritor Afonso Borges expressou sua tristeza nas redes sociais, afirmando que “Jaguar vai atravessar o tempo e a história da cultura brasileira como o mais resistente de todos”. Recentemente, o cartunista participou de um ensaio fotográfico para a revista ELA, onde compartilhou sua filosofia de vida: “Não planejo o futuro nem lamento nada do que fiz”.

Nascido em 29 de fevereiro de 1932, Jaguar iniciou sua carreira em 1952, na revista Manchete. Seu famoso pseudônimo foi sugerido pelo cartunista Borjalo. Nos anos 1960, ele se destacou na revista Senhor e colaborou com diversas publicações, incluindo a Revista Civilização Brasileira e o jornal Última Hora. Em 1968, lançou seu primeiro livro, “Átila, você é bárbaro”, que se tornou um sucesso instantâneo.

Legado no Pasquim

Em 1969, Jaguar cofundou o Pasquim, um jornal satírico que se tornou um símbolo da resistência à ditadura militar. Ele desenhou o icônico símbolo do jornal, o ratinho sacana Sig, e foi o único membro da equipe original a permanecer até a última edição, em novembro de 1991. O Pasquim reuniu grandes nomes do jornalismo e das artes, como Millôr Fernandes e Ziraldo.

A contribuição de Jaguar para a cultura brasileira foi reconhecida em diversas ocasiões, incluindo uma homenagem da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, que em 1990 fez um enredo sobre os “heróis da resistência”. Sua obra e seu espírito irreverente continuarão a inspirar gerações futuras.

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