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Jaguar, fundador do Pasquim, completa 22 anos de contribuição à publicação

O cartunista Jaguar, ícone da crítica social, deixa um legado marcante após mais de cinco décadas de atuação no humor brasileiro

Jaguar (à esquerda), Ziraldo, Lan e Chico Caruso na van apelidada de 'fio dental', da revista 'Bundas' (Foto: Leo Aversa/Agência O GLOBO)
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  • O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu aos 93 anos.
  • Ele estava internado há três semanas com pneumonia no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro.
  • A informação foi confirmada pela viúva, Celia Regina Pierantoni.
  • Jaguar foi um dos fundadores do Pasquim, um jornal satírico que atuou durante a ditadura militar no Brasil, e permaneceu na publicação por 22 anos.
  • Em 2023, ele participou de um ensaio fotográfico e deu sua última entrevista, onde refletiu sobre sua vida.

O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar, faleceu neste domingo, aos 93 anos, após três semanas internado com pneumonia no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela viúva, Celia Regina Pierantoni.

Jaguar foi um dos fundadores do Pasquim, um influente jornal satírico que desafiou a ditadura militar no Brasil. Ele contribuiu para a publicação por 22 anos, ao lado de nomes como Tarso de Castro e Sérgio Cabral. O Pasquim, que começou suas atividades em 1969, se destacou por sua irreverência e por reunir grandes expoentes do jornalismo e das artes brasileiras, como Millôr Fernandes e Henfil.

Legado e Últimos Momentos

Jaguar foi o único membro da equipe original a permanecer até a última edição do Pasquim, em novembro de 1991. Em 2023, ele participou de um ensaio fotográfico para a revista ELA, onde deu sua última entrevista, refletindo sobre sua vida. “Tive uma vidinha boa. Não me aprofundava em meditações, ia vivendo o momento”, declarou.

Nascido em 29 de fevereiro de 1932, Jaguar começou sua carreira em 1952, na revista Manchete. Seu famoso pseudônimo foi sugerido pelo cartunista Borjalo. Nos anos 1960, ele se destacou na revista Senhor e colaborou com diversas publicações, incluindo a Revista Civilização Brasileira e o jornal Última Hora. Em 1968, lançou seu primeiro livro, “Átila, você é bárbaro”, que criticava o preconceito e a violência.

Reconhecimento e Homenagens

O trabalho de Jaguar foi reconhecido em diversas ocasiões. Em 1990, ele e a equipe do Pasquim foram homenageados pela escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz com o enredo “Os heróis da resistência”. Sua morte marca o fim de uma era para o humor e a crítica social no Brasil, deixando um legado que influenciou gerações de artistas e jornalistas.

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