- Jaguar, cartunista e um dos fundadores do semanário O Pasquim, faleceu aos 93 anos no Rio de Janeiro.
- O falecimento foi confirmado por sua viúva, Celia Regina Pierantoni.
- Nascido em 29 de fevereiro de 1932, Jaguar deixou um legado importante na arte e na sátira política brasileira.
- Ele criou personagens icônicos, como o ratinho Sig e Gastão, o Vomitador, e foi preso em 1970 por uma sátira ao regime militar.
- Nos últimos anos, enfrentou problemas de saúde, mas manteve seu humor até o fim, representando uma grande perda para a cultura brasileira.
Jaguar, cartunista e um dos fundadores do semanário O Pasquim, faleceu aos 93 anos no Rio de Janeiro, conforme confirmado por sua viúva, Celia Regina Pierantoni. O artista, nascido em 29 de fevereiro de 1932, deixou um legado marcante na arte e na sátira política brasileira.
Desde cedo, Jaguar demonstrou seu talento, embora se considerasse um desenhista “pessimamente”. Ele se destacou por personagens icônicos, como o ratinho Sig, que se tornou um símbolo do Pasquim. O cartunista também foi responsável por criações como Gastão, o Vomitador, e Bóris, o Homem-Tronco. Sua carreira começou na Penúltima Hora e se consolidou com a fundação de O Pasquim em 1969, durante a ditadura militar.
O Pasquim foi um marco no jornalismo alternativo, vendendo mais de 200 mil exemplares em seu auge. Jaguar e sua equipe enfrentaram a censura com criatividade, utilizando táticas para driblar a repressão. Ele mesmo foi preso em 1970 após uma sátira que desafiou o regime.
Além de cartunista, Jaguar também escreveu livros, como Ipanema – Se Não Me Falha a Memória e Confesso Que Bebi, onde compartilhou suas experiências e memórias. Sua vida foi marcada por um humor ácido e uma crítica social contundente, refletindo os desafios de sua época.
Nos últimos anos, Jaguar enfrentou problemas de saúde, incluindo cirrose e câncer no fígado. Mesmo assim, manteve seu espírito irreverente e sua capacidade de fazer humor, mesmo diante das adversidades. Seu falecimento representa uma grande perda para a cultura brasileira, que se despede de um ícone da sátira e da arte.
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