- O livro de memórias “A rainha da Rua Paissandu”, escrito por Lázaro Ramos, será lançado na Academia Brasileira de Letras em 4 de setembro.
- A obra retrata a trajetória de Ruth de Souza, a primeira atriz negra a se apresentar no Teatro Municipal em 1945.
- Ruth dedicou sua vida à luta pela representatividade negra nas artes e enfrentou desafios desde a infância.
- Ela se tornou um símbolo de superação e participou de mais de 30 novelas na Globo.
- Ruth de Souza faleceu em 2019, mas seu legado continua a inspirar novas gerações.
Ruth de Souza, reconhecida como uma das grandes damas da dramaturgia brasileira, teve sua trajetória imortalizada no livro de memórias “A rainha da Rua Paissandu”, escrito por Lázaro Ramos. O lançamento ocorrerá na próxima quinta-feira, 4 de setembro, na Academia Brasileira de Letras (ABL). Ruth foi a primeira atriz negra a se apresentar no Teatro Municipal, em 1945, e dedicou sua vida a abrir caminhos para artistas negros nas artes.
A obra de Lázaro Ramos destaca não apenas a carreira de Ruth, mas também sua luta pela representatividade negra. Filha de uma lavadeira, Ruth enfrentou desafios desde a infância, quando decidiu que queria ser artista, apesar das dificuldades. Em suas palavras, ela se lembrou de um olhar desdenhoso que recebeu, o que a motivou a lutar ainda mais por seu espaço.
Durante sua vida, Ruth de Souza se tornou um símbolo de superação e resistência. Com uma carreira que abrangeu teatro, cinema e televisão, ela participou de mais de 30 novelas na Globo. Lázaro Ramos, que a admirava profundamente, revela que Ruth estava contente com o aumento do protagonismo negro nas artes. Ele enfatiza que ela não apenas testemunhou esse avanço, mas também foi uma parte ativa dele, reunindo artistas e compartilhando sua experiência.
Ruth de Souza faleceu em 2019, aos 98 anos, mas seu legado continua vivo. O livro de memórias promete inspirar novas gerações e reforçar a importância da diversidade nas artes. A trajetória de Ruth é um lembrete poderoso de que a luta pela representatividade é contínua e necessária.
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