- No dia 12 de janeiro completaram-se 50 anos da morte de Agatha Christie, autora de 66 romances e 2 bilhões de cópias vendidas em 44 línguas.
- Christie aprendeu a ler sozinha aos cinco anos, desafiando a ideia da mãe de não alfabetização antes dos oito.
- Em 1926, desapareceu por dez dias e foi encontrada em um hotel a 300 quilômetros do local de sumiço; há teorias sobre o episódio para expor o adultério do marido.
- Durante as guerras, trabalhou como enfermeira e na farmácia de hospitais britânicos, o que lhe deu conhecimento sobre venenos usados em seus livros.
- Em 1939, não deixou Londres durante os bombardeios e escreveu, à mão, os últimos romances de Poirot e Miss Marple, guardando-os em cofre à prova de bombas.
Na véspera de completar 50 anos da sua morte, Agatha Christie aparece retratada em sete curiosidades que vão além das tramas de seus livros. A rainha do crime escreveu 66 romances e inúmeros contos, tornando-se a autora de ficção mais vendida da história, com cerca de 2 bilhões de unidades comercializadas.
Nascida em 1890, Christie transformou-se numa referência da literatura policial mundial. Entre momentos marcantes da vida, destacam-se sua estreia no surfe, o desaparecimento enigmático de 1926 e o trabalho em hospitais durante as guerras. A seguir, os fatos apresentados sem a ficção.
Curiosidade 1: Surfe como pioneira
Em 1922, Christie aprendeu a surfar em Muizenberg, África do Sul, acompanhando o marido da época. O relato aparece em cartas e fotos antigas, descrevendo a prática com entusiasmo. Ela descreveu a sensação de deslizar pela água como algo inesquecível, quase inacreditável.
Mais tarde, no percurso pelo Havaí, Christie surfou novamente, desta vez em pranchas de verdade. Embora não haja prova definitiva, o fato aponta para o possível papel de pioneira entre as mulheres ocidentais no esporte.
Curiosidade 2: Leitura autodidata
Criada pela mãe, que acreditava ser médium e manteve-a sem escola, Christie aprendeu a ler aos cinco anos. O gosto pelos livros se consolidou cedo, com a escrita do primeiro poema aos 10 anos. A educação doméstica não impediu o cultivo literário que marcaria sua carreira.
Curiosidade 3: O desaparecimento de 1926
Em dezembro de 1926, Christie sumiu após deixar o carro próximo a um lago. A busca mobilizou autoridades e a imprensa, com especulações sobre afogamento ou golpe de marketing. Ela foi localizada 10 dias depois, em um hotel a 300 quilômetros do lugar, sob nome falso.
Nunca explicou as motivações, alimentando várias teorias entre fãs. Uma delas sugere que o episódio visava expor a traição do marido e impedir que ele herdasse parte da fortuna.
Curiosidade 4: auxílio de Arthur Conan Doyle
Durante o caso, autoridades recorreram ao espiritismo, buscando insights de Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Doyle pediu a uma luva da autora para consultar um médium, que assegurou que Christie estava viva. O caso, no entanto, não teve desfecho revelador.
A intervenção acabou sendo encerrada pela polícia, sem pistas que esclarecessem o mistério. O episódio evidencia o fascínio da época por espiritualismo entre a alta sociedade britânica.
Curiosidade 5: investigação do MI5
Na década de 1940, Christie foi investigada pelo MI5 por um romance que envolvia espionagem nazista. A conexão com a estação de decifragem de Bletchley Park gerou preocupação entre autoridades. Um contato próximo com um dos decifradores levou à verificação formal do inquérito.
O relato demonstra o cuidado com segredos de estado mesmo envolvendo uma escritora popular. A apuração resultou apenas na avaliação de que Christie não trazia riscos à segurança.
Curiosidade 6: aprendizado sobre venenos
Durante a Primeira Guerra, Christie atuou como enfermeira voluntária no VAD, na Cruz Vermelha Britânica. Esse trabalho lhe deu conhecimento de venenos, que se tornou elemento recorrente em suas obras, presente em parte expressiva de seus romances.
Essa experiência também alimentou o realismo de descrições de hospitais e procedimentos médicos em seus textos, enriquecendo a ambientação de suas narrativas.
Curiosidade 7: resistência durante a Blitz
Em 1939, Christie optou por permanecer em Londres, mesmo com os bombardeios da Segunda Guerra. Ela escreveu os últimos romances de Poirot e de Miss Marple nesse período, preservando manuscritos à prova de bombas e organizando-os para publicação futura.
Os volumes, Cai o pano e Um crime adormecido, foram lançados apenas nas décadas seguintes, após a autora já ter escrito outros títulos com seus detetives mais famosos.
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