- Aos cinquenta anos de morte, Agatha Christie é uma das autoras mais vendidas da história, com 66 romances e 2 bilhões de livros vendidos em 44 idiomas.
- Possivelmente foi a primeira mulher do Ocidente a surfar, aprendendo a praticar o esporte durante viagem ao Império Britânico, na África do Sul, em 1922.
- Em 1926, desapareceu por dez dias; foi encontrada em um hotel a 300 quilômetros de onde sumiu, com sua vida pessoal envolta em mistério não explicado.
- Na década de 1940, foi investigada pelo MI5 por ligações hipotéticas entre seus romances e instalações secretas britânicas, questão ligada a um personagem que remetia a Bletchley Park.
- Durante a Segunda Guerra Mundial, recusou deixar Londres durante os bombardeios da blitz e escreveu as últimas histórias de Hercule Poirot e Miss Marple, guardando os manuscritos em cofre à prova de bombas.
Agatha Christie, a rainha do crime, completou 50 anos de falecimento na segunda-feira, 12 de janeiro. A autora tem 66 romances reconhecidos e uma vasta coleção de contos, tornando-se a escritora de ficção mais vendida da história, com cerca de 2 bilhões de unidades em 44 idiomas.
Sua vida foi marcada por curiosidades que parecem saídas de suas próprias obras. Do início difícil à vida em segurança durante a guerra, Christie deixou marcas que ajudam a entender a construção de seus personagens e tramas. A seguir, sete fatos sobre a escritora.
1. Pioneira do surfe no Ocidente
Em 1922, Christie aprendeu a surfar durante visita a Muizenberg, África do Sul, com o primeiro marido. A prática era pouco comum entre mulheres ocidentais na época. Registros de cartas e fotos documentam a experiência, descrita pela autora como paralisante e deliciosa.
2. Leitura precoce e autodidata
Criada em casa pela mãe, que não permitia escola formal, Christie aprendeu a ler aos cinco anos. O contato com livros desde cedo alimentou sua curiosidade e abriu caminho para a escrita, com o primeiro poema composto aos 10 anos.
3. Desaparecimento em 1926 e o mistério não resolvido
Em dezembro de 1926, Christie sumiu após deixar o carro próximo a um lago. A busca mobilizou autoridades e a imprensa, alimentando rumores sobre afogamento ou golpe de marketing. Dez dias depois, foi localizada em um hotel a 300 km, sob outro nome, sem lembranças do ocorrido.
4. A participação de Doyle no episódio
Durante o desaparecimento, a polícia pediu a ajuda de Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, para consultar recursos espiritualistas. Doyle enviou uma luva da autora a um médium, que não chegou a localizar Christie. O caso recebeu pouca continuidade oficial.
5. Investigação do MI5 na década de 1940
Na década de 1940, Christie foi alvo de investigação do MI5 por menções a um espião nazista em seu romance M ou N?. A polícia consultou o especialista em criptografia de Bletchley Park, que entrevistou Christie para confirmar fontes de inspirações.
6. Formação médica e conhecimento sobre venenos
Durante a Primeira Guerra Mundial, Christie atuou como enfermeira voluntária em hospitais britânicos. O trabalho proporcionou conhecimento sobre substâncias químicas, que se refletiu na recorrência do veneno como arma em muitos de seus romances.
7. Londres sob bombardeios e obras finais
Antes e durante a Segunda Guerra, Christie permaneceu em Londres, recusando-se a deixar a cidade. Enquanto os bombardeios ocorriam, escreveu as últimas histórias de Poirot e Miss Marple, de forma manual e guardando os originais em cofre à prova de bombas. Os títulos foram publicados apenas na década de 1970.
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