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Leonilson em seus três anos finais: vida e obra em foco

Livro reúne conteúdo de 19 fitas cassete de Leonilson (1990–1993), transcrito para papel, mostrando arte, cotidiano e a batalha contra o HIV que o levou aos 36 anos

O Projeto Leonilson, responsável pela edição do livro Diários de Uma Voz – Trechos Transcritos, é eficaz em manter, de maneira continuada, o interesse em torno da obra do artista morto três décadas atrás, aos 36 anos – Imagem: Edouard Fraipont
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  • O Projeto Leonilson lançou o livro Leonilson: Diários de Uma Voz – Trechos Transcritos, com 232 páginas e preço de 100 reais.
  • O volume reúne o conteúdo de 19 fitas cassete gravadas pelo artista entre 1990 e 1993, seus três últimos anos de vida.
  • Na época, ele lidava com o HIV, que o levou aos 36 anos, mas registrou aspectos do cotidiano, da arte, das amizades, do amor, da esperança e do desalento.
  • A edição, organizada por João Anzanello Carrascoza, está estruturada em seis temas: Nada direi, tudo direi; Um artista com fogo nas mãos; Costura da solidão; A visão exterior; Anjos da guarda; e As bordas da dor, impressos em pequenos cadernos com ilustrações.
  • O Projeto Leonilson acumula um acervo de cerca de 4 mil trabalhos e já realizou pelo menos 650 exposições, sendo um exemplo de gestão de legado artístico no Brasil.

O Projeto Leonilson lançou o livro Leonilson: Diários de Uma Voz – Trechos Transcritos, trazendo à tona o conteúdo de 19 fitas cassete gravadas pelo artista cearense José Leonilson (1957-1993) entre 1990 e 1993, seus últimos três anos de vida. O volume reúne falas do pintor, desenhista e escultor em formato impresso, com um tom que se aproxima de objeto de arte.

Durante esse período, Leonilson enfrentava o HIV, doença que veio a lhe rendar a morte aos 36 anos. Mesmo diante da saúde fragilizada, ele descrevia o cotidiano, a arte, as relações afetivas e as dúvidas que marcaram sua produção, em registros diretos e pessoais.

A edição teve seleção de João Anzanello Carrascoza e organiza as falas a partir de seis temas centrais: Nada direi, tudo direi; Um artista com fogo nas mãos; Costura da solidão; A visão exterior; Anjos da guarda; e As bordas da dor. As transcrições aparecem em pequenos cadernos de papel A4 dobrado, com ilustrações leves que acompanham o texto.

Conteúdo e formato

O material reúne a partir de seis blocos temáticos, compondo uma narrativa íntima sobre o processo criativo e a vida do artista. A edição dá ênfase à oralidade, preservando pausas e silêncios presentes nas gravações originais.

O projeto editorial do Leonilson já mobiliza um acervo estimado em 4 mil obras e é apontado como um dos mais bem-sucedidos exemplos de gestão de legado artístico no Brasil, com cerca de 650 exposições realizadas até o momento. A publicação foi anunciada no mês passado e tem 232 páginas, com valor de 100 reais.

Publicado na edição n° 1401 de CartaCapital, em 25 de fevereiro de 2026, o livro integra as ações do Projeto Leonilson, que mantém em evidência a produção do artista ao longo do tempo. As informações são reiteradas pela assessoria do projeto e pela editora responsável.

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