- A 98ª edição do Academy Awards aconteceu no domingo, 15, e o tapete vermelho destacou looks que devem influenciar a moda de 2026.
- Quatro grandes tendências se destacaram: texturas ricas com penas e bordados; balletcore com tons suaves; estrutura minimalista com linhas simples; e silhuetas fortes e arquitetônicas.
- Marcas e celebridades investiram em peças de Gucci, Chanel, Dior, Louis Vuitton, Armani Privé, Saint Laurent e outras, com pedrarias, tafetá e seda em destaque.
- As redes sociais e embaixadores de marca ganharam importância, ampliando a exposição de looks além da imprensa especializada.
- Profissionais de styling ressaltaram a necessidade de peças que combinem impacto estético com mobilidade e bom ajuste para fotografia no tapete vermelho.
A 98ª edição do Oscar, realizada no domingo, 15, trouxe o tapete vermelho como palco de declarações de moda. O evento transformou silhuetas, tecidos e styling em referências para 2026, com a participação de stylists, casas de haute couture e marcas. O papel do Oscar na moda é destacado como ponte entre imagem, arte e consumo, especialmente nas redes sociais, onde uma imagem pode alavancar a relevância de uma marca.
Celebridades, designers e maisons trabalham semanas antes para compor looks que combinem impacto visual e praticidade. Profissionais de styling destacam a necessidade de mobilidade na peça, além do brilho que pedrarias e tecidos como tafetá, seda e veludo proporcionam para a fotografia no tapete.
Tendências traçadas no tapete vermelho
Texturas ricas enriqueceram os vestidos, com movimentos entre penas, bordados e camadas que fotografam bem. Vários looks marcaram presença, entre eles figuram Demi Moore em Gucci com penas, Nicole Kidman em Chanel discreto e detalhado, Teyana Taylor com Chanel e camadas translúcidas, Mia Goth em Dior suave e Pedro Pascal em Chanel desenhado por Matthieu Blazy.
Balletcore ganhou espaço com peças delicadas e paletas suaves. Misty Copeland, Timothée Chalamet, Beca Michie, Mckenna Grace, Elle Fanning, Chase Infiniti e Auli’i Cravalho foram alguns dos nomes que enriqueceram a leitura de elegância romântica com toques modernos.
A estrutura minimalista apareceu como contraponto, priorizando linhas limpas e contensão. Kirsten Dunst escolheu Celine sob medida, Jessie Buckley apostou em Chanel com vermelho e rosa, Hudson Williams em Balenciaga, Emma Stone em Louis Vuitton prateado e Zoe Saldana em renda Saint Laurent.
Silhuetas e presença de marca
Silhuetas fortes dominaram o palco, reforçando a ideia de alta-costura como arquitetura de image. Barbie Ferreira apareceu com vestido estruturado de Zac Posen para a Gap, com corset e barbatanas internas. Milo Manheim investiu em smoking tom sobre tom também de Zac Posen. Kate Hudson exibiu verde Armani Privé; Ji-young Yoo vestiu Carolina Herrera; Arden Cho escolheu Miss Sohee com mangas ampliadas; Alicia Silverstone voltou ao glamour com Christian Siriano; Audrey Nuna combinou tom dourado e preto com volume.
Entre referências e tendências, o cenário aponta para a continuidade do Oscar como vitrine de luxo, com o papel de embaixadores de marca ganhando força. A Brandwatch aponta crescimento das menções a embaixadores em 2025, indicando maior influência de celebridades e influenciadores na percepção de marca.
As aparições no tapete exigem planejamento que envolve tempo e coordenação entre celebridades e casas de moda. Mesmo peças dramáticas devem manter elasticidade e mobilidade para garantir elegância e conforto na passagem do evento. O objetivo é criar imagens icônicas que permaneçam na memória cultural.
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