- Valérie Perrin, escritora francesa de 59 anos, disse que carrega uma história por muito tempo antes de iniciar a escrita.
- Ela afirmou que o romance de estreia, Os Esquecidos de Domingo, foi desenvolvido na cabeça por mais de 10 anos, e recentemente chegou ao Brasil pela Intrínseca.
- Para as obras seguintes, o processo envolve meses ou anos de amadurecimento, anotações pontuais e o conhecimento aproximado do começo, do fim, dos personagens e dos temas, antes de começar a escrever.
- A autora destacou que há traços de si em seus personagens, mas que nenhum é totalmente autobiográfico; tudo passa por transformação ao virar romance.
- Perrin nasceu em Remiremont (1937? — não; manter apenas 1967), na Borgonha, é fotógrafa e roteirista, já teve obras publicadas em cerca de sessenta países e é uma das escritoras francesas mais lidas; entre seus outros livros divulgados pela Intrínseca estão Água fresca para as flores, Três e Querida tia.
Valérie Perrin, escritora francesa de 59 anos, revelou em entrevista exclusiva à CNN Brasil como funciona seu processo criativo. A autora explicou que costuma demorar a iniciar a escrita, deixando a ideia amadurecer por longos períodos antes de colocar no papel. O objetivo é partir de uma base sólida para cada romance.
Segundo Perrin, o primeiro romance, Os Esquecidos de Domingo, levou mais de uma década para ganhar forma na cabeça da autora. Ela afirma que, para as obras seguintes, o esquema costuma nascer de meses a anos de reflexão, seguido de anotações pontuais e, só então, o início da escrita, guiado pela intuição.
Processo criativo
Para Perrin, cada livro tem uma intenção diferente. Ela comenta que costuma ter o começo, o fim, os personagens centrais e os grandes temas definidos antes de escrever, mas admite que o texto se transforma durante a narrativa. Parte de traços da autora nos personagens, porém nada é estritamente autobiográfico.
Biografia e obra
Perrin nasceu em Remiremont, em 1967, e cresceu na Borgonha. Fotógrafa e roteirista, já recebeu diversos prêmios e teve obras publicadas em cerca de sessenta países. Além do romance de estreia, é autora de Água fresca para as flores, Três e Querida tia, todos lançados pela Intrínseca.
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