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Ben Lerner revela qual obra considera uma revelação

Ben Lerner aponta 60 Detected Rings, de Rose Salane, como revelação, questionando valor sentimental e econômico de anéis coletados em Atlantic City

Rose Salane: **60 Detected Rings (1991-2021) (Person 36-40)**, detail, 2021.
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  • Ben Lerner foi convidado a escolher uma obra que o revelasse e apontou Rose Salane e sua peça 60 Detected Rings (1991–2021) como revelação.
  • As anéis foram comprados em uma venda de herança; pertenciam a Jill Benedict, que os coletou com detector de metal nas praias de Atlantic City ao longo de trinta anos.
  • Salane mandou as peças para um laboratório medir a frequência eletromagnética das metais e o “valor de fusão”; também houve leituras de psicólogos sobre a história dos donos anteriores.
  • A obra apresenta os anéis em caixas com classificações científicas, econômicas e psicométricas, e foi vista pela primeira vez no New Museum triennial em 2021.
  • O texto discute o valor dos objetos diante do “melt value” e das memórias associadas, questionando quanto Salane pagou pelas peças e pela arquivística, bem como o custo de transformar o material em arte.

Ben Lerner, conhecido por seu romance Transcription, escolheu uma obra como “revelação” para inaugurar a coluna Revelações. A escolha recai sobre 60 Detected Rings (1991–2021), de Rose Salane, montada a partir de anéis encontrados em leilão de uma colecionadora. Salane comprou as peças, obtidas por Jill Benedict em Atlantic City, ao longo de 30 anos com detector de metais.

A série envolve a análise dos anéis por laboratório, que registrou a frequência eletromagnética do metal e o “valor de fusão”. Em paralelo, intérpretes psíquicos discutiram supostos históricos dos antigos donos. Os anéis foram expostos em caixas com legendas que combinam avaliação científica, econômica e psicométrica.

A obra ficou conhecida após ser apresentada no New Museum Triennial de 2021, despertando debates sobre valor, memória e valor sentimental versus preço material. Lerner consultou Salane para entender como objetos marginalizados podem revelar novas formas de medir valor na arte contemporânea.

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