- Valérie Perrin, autora best-seller, vendeu duzentos e quarenta e cinco mil livros no Brasil, com os títulos Três, Água Fresca Para as Flores e Querida Tia.
- Em março, a Intrínseca lançou Os Esquecidos de Domingo, romance de estreia da autora, publicado na França há onze anos.
- A obra consolidou Perrin como fenômeno editorial global, com traduções em mais de trinta idiomas; ela tem cinquenta e nove anos.
- Perrin já atuou como fotógrafa e roteirista antes de virar escritora; escreveu Os Esquecidos de Domingo aos quarenta e oito anos.
- A escritora pretende novidades sem repetir formatos, valoriza o protagonismo feminino e mantém compromisso com causas como proteção aos animais e meio ambiente, além de planejar encontros com leitores.
Valérie Perrin, autora francesa best-seller no Brasil, revela na Forbes Brasil que não esperava alcançar o sucesso que teve. Com mais de 245 mil exemplares vendidos no país, suas obras ganharam versões entrelaçadas de drama, romance e mistério.
O lançamento brasileiro de Os Esquecidos de Domingo, em março pela Intrínseca, marca a estreia desta obra no Brasil. O romance já está consolidado como marco inicial de Perrin, que hoje é conhecida por Três, Água Fresca Para as Flores e Querida Tia.
A autora, hoje com 59 anos, começou a escrever o romance que abriu seu caminho para o estrelato mundial há 11 anos na França. Antes, atuava como roteirista e fotógrafa e enfrentou períodos de necessidade para sustentar a família.
A trajetória e a visão de Perrin
Para Perrin, a independência financeira veio com a consolidação de sua escrita. Ela afirma manter um vínculo forte com os leitores e buscar novidades a cada obra, sem repetição de fórmulas. Seu foco é oferecer novas experiências literárias.
As protagonistas femininas aparecem com força em seus títulos. Perrin destaca coragem, humor e resiliência das personagens, associando-as a temas cotidianos e às demandas de mulheres que enfrentam desafios variados.
Em Os Esquecidos de Domingo, o enredo gira em torno de duas gerações de mulheres, Justine, uma jovem cuidadora, e Hélène, na fase final da vida. A trama ainda envolve mistérios que se desenrolam numa casa de repouso.
Inspirações e método criativo
A escritora diz que suas avós são a fonte da ideia central da nova obra, combinada a uma narrativa sobre cuidado, família e segredos. A presença de uma gaivota simbólica, que Perrin criou, marca a atmosfera do romance.
O processo criativo atual envolve leitura de outras obras, escrita matinal e releitura noturna. Perrin afirma ter sempre um final definido, mas pode ajustar caminhos durante a construção da narrativa.
Quaisquer histórias futuras devem evitar repetição: Perrin pretende explorar temas diversos, mantendo o foco em protagonismo feminino, questões existenciais e causas ligadas aos direitos dos animais.
Planos e próximos passos
Entre os objetivos pessoais, Perrin cita aprender piano, reencontrar leitores em eventos de autógrafos e retornar à Itália e ao Brasil. Ela também planeja continuar a plantar árvores na Borgonha e dedicar tempo aos filhos e netos.
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