- A Cave de Passy, em Paris no 16e, existe desde 1952 e hoje é comandada por Laurent Audebert e Gregory Noblet, desde 2023.
- A loja histórica serviu de encontro para nomes como Jane Birkin, Serge Reggiani e Jean-Loup Dabadie, entre outros, além de amantes de vinhos “instagrammáveis”.
- A trajetória da família envolve Marcel Audebert, que abriu a cave original na rue Lepic, e a transição para o endereço atual, com o pai Patrick Audebert mantendo o negócio nos anos 1970.
- Nos anos oitenta, cresceram com cinco lojas em diferentes ruas de Paris; a seleção vai de grandes crus de Bordeaux a vinhos naturais e de regiões como Jura, Languedoc e Bourgogne.
- Hoje a Cave de Passy atrai clientes jovens e curiosos, buscando vinhos variados e acessíveis, com opção de consumir na loja com tábuas e petiscos, além de explorar rótulos de produtores como Beau Paysage.
A Cave de Passy, pequena loja criada em 1952 no 16º arr. de Paris, mantém-se como referência para vinhos de diversas origens e estilos. Hoje, sob a gestão de Laurent Audebert e Gregory Noblet, a casa busca atrair uma clientela mais jovem sem perder o peso histórico.
A história da família Audebert começa com Marcel Audebert, que abriu a primeira adega na rue Lepic em 1918. O negócio passou pelos filhos e netos, chegando a Paris 16 em 1952, quando Claude Audebert, pai de Laurent, casou e decidiu consolidar a independência da empresa.
Patrick Audebert, filho de Claude, assumiu os passos do pai na década de 1970. Ao longo dos anos, a Cave de Passy abriu cinco lojas em bairros diferentes, acompanhando a expansão do comércio de vinhos na capital e a evolução do paladar dos clientes.
A oferta atual combina grandes crus de Bordeaux, vinhos da Borgonha, da Loire, do Jura e de regiões menos tradicionais. A loja posiciona-se entre opções clássicas e propostas naturais, com preços que variam de 15 a 15 mil euros, de acordo com o perfil de cada garrafa.
Entre as mudanças recentes, a gestão de Laurent Audebert, que desde 2023 divide a direção com Gregory Noblet, enfatiza a curadoria de rótulos que atraem tanto especialistas quanto curiosos. A hipótese de ampliar a vitrine com rótulos de produção mais sustentável faz parte do plano de modernização.
A Cave de Passy mantém o espírito de encontro entre vinhos e histórias. O acervo é descrito como um barômetro do que é tendência, incluindo rótulos de produtores como Nicolas Jacob, Labet, Jean-François Ganevat e opções da região Jura, além de escolhas de outras zonas da França e do mundo.
No depoimento dos responsáveis, o objetivo é oferecer acesso a garrafas com diferentes faixas de preço, acompanhado de opções de degustação no local. A ideia é atender a uma clientela que busca curiosidade, diversidade e informações sobre vinificação, sem abrir mão da qualidade.
A narrativa da casa também destaca a lembrança de figuras históricas e celebridades que frequentaram a Cave de Passy. Entre relatos de visitas, os proprietários ressaltam episódios de partilha de conhecimento, curiosidades sobre termos vitivinícolas e uma tradição de longa data de atendimento ao público.
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