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Perícia confirma autoria de 16 desenhos inéditos de Tarsila do Amaral

Perícia certifica a autoria de dezesseis desenhos de Tarsila do Amaral, abrindo caminho para nova comercialização e debate sobre direitos de sequência

16 desenhos atribuídos a Tarsila do Amaral que ilustrariam livro de Guilherme de Almeida tiveram sua autoria certificada por perícia
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  • Certificação de autenticidade foi concedida a 16 desenhos atribuídos a Tarsila do Amaral pela Tarsila S.A., gestora dos direitos da artista.
  • As gravuras, feitas em nanquim sobre papel, retratam paisagens do litoral brasileiro e deveriam acompanhar edição de conferência de Guilherme de Almeida nos anos 1920.
  • A certificação foi feita por um Comitê de Certificação chefiado pelo perito Douglas Quintale, com participação de especialistas, incluindo um grafotécnico e químicos; um 16º desenho fica em reserva técnica de museu.
  • O trabalho seguiu três etapas: apuração de procedência, análise dos materiais e avaliação estética; o objetivo foi chegar a resultados objetivos por meio de comparação com outros trabalhos da época.
  • Mesmo após a certificação, há rejeições de associações de galerias e de parte da família, que questionam o processo; avalia-se eventual venda das peças e recebimento de direitos de sequência conforme a legislação brasileira.

A Tarsila S.A. confirmou a autenticidade de 16 desenhos atribuídos a Tarsila do Amaral (1886-1973). As gravuras, feitas em nanquim sobre papel, foram criadas na década de 1920 para acompanhar uma conferência de Guilherme de Almeida em 1925. O conjunto envolve paisagens do litoral brasileiro e detalhes portuários.

Os trabalhos passaram por um processo de certificação conduzido por um comitê independente, sob supervisão da própria Tarsila S.A. O parecer reconhece a autoria da artista para 15 desenhos, com um 16º peça localizado em reserva técnica de museu paulista sigilosa. A perícia envolveu análise técnica, material e apreciação estética.

A origem do material está ligada ao espólio de Frederico Barros, herdeiro de Guilherme de Almeida, e à trajetória de Alípio Neto, tradutor que descobriu parte das ilustrações em 2011. A documentação envolve cerca de 15 mil itens do poeta absorvidos pela Unicamp.

O histórico do projeto começa com o plano de publicação da conferência, interrompido pela morte de um familiar de Almeida e resultando no atraso de décadas para o reconhecimento público das obras. Estudos de curadoria, catalogação e cursos acadêmicos contribuíram para a recente certificação.

Após a conclusão parcial do processo, a certificação foi conduzida por um Comitê de Certificação liderado pelo perito Douglas Quintale, integrado por especialistas em história da arte, grafotécnica, química e física. O parecer confirma a autoria de 15 desenhos, além de um 16º item.

A decisão não encerra a controvérsia: a associação de galerias e parte de familiares questionam o processo, alegando a necessidade da participação do colegiado original. Mesmo assim, a Tarsila S.A. mantém o foco na transparência do método utilizado.

Certificação e método

O perito explica que a avaliação seguiu três etapas: procedência documental, análise de materiais e avaliação estética. Técnicas modernas foram aplicadas para preencher lacunas do passado, incluindo comparação com outras obras da artista.

Segundo Quintale, quanto mais elementos de base, maior a objetividade na conclusão. O método já havia sido utilizado para confirmar a autoria de Paisagem 1925, outra obra associada a Tarsila do Amaral.

Implicações e próximos passos

A certificação abre espaço para novas negociações e possíveis direitos de remuneração sobre valorização de obras. A legislação brasileira prevê remuneração mínima de 5% sobre aumento de preço em vendas subsequentes, quando cabível.

O detentor das gravuras, Alípio Neto, não descarta futura venda, enquanto há interesse em divulgar o conjunto por meio de exposição pública. A divulgação completa das informações segue em linha com a tentativa de ampliar o conhecimento sobre a obra.

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