- Ana Paula Maia, escritora brasileira, é finalista do International Booker Prize pela tradução de Assim Na Terra Como Embaixo da Terra (Record, 2017).
- O romance, em apenas 100 páginas, acompanha os últimos dias de uma colônia penal brasileira, onde o diretor caça detentos como animais.
- Maia afirma que o livro traz visível crueldade e violência, conectando-se com temas atuais de perseguição e injustiças no mundo.
- Em entrevista, a autora destaca que seu trabalho sempre foi visto como fora de tradições literárias no Brasil, especialmente no gênero terror.
- O vencedor do International Booker Prize será anunciado em 19 de maio; Maia já venceu o Prêmio São Paulo de Literatura duas vezes.
Ana Paula Maia, escritora brasileira, é finalista do International Booker Prize 2025 pela tradução de Assim Na Terra Como Embaixo da Terra. O romance original, publicado em 2017 pela Record, ganhou reconhecimento por sua brutalidade e atmosfera inquietante.
O júri descreve a obra como brutal, inquietante e hipnótica, em apenas 100 páginas. A narrativa acompanha os últimos dias de uma colônia penal brasileira, onde o diretor trata os detentos como animais.
A finalista confirmou, por videoconferência em Curitiba, que a história mistura vísceras, sangue e resignação com uma crueza que dialoga com o mundo atual. Maia aborda temas de imigração e caça humana sem identificar países específicos.
Sobre a obra
O romance aponta para uma colônia penal situada num local isolado, usado para separar prisioneiros da sociedade. A obra reflete sobre poder, violência e a invisibilidade dos oprimidos dentro de sistemas de punição.
A trajetória de Maia inclui sete romances publicados internacionalmente. O livro inaugurou uma série de reconhecimentos, como o Prêmio São Paulo de Literatura, conquistado em 2018.
Premiação e expectativas
O International Booker Prize premia obras de ficção traduzidas para o inglês. A vencedora de 2025 será anunciada em 19 de maio, com a brasileira entre as favoritas por sua atuação no universo do terror literário.
Entre na conversa da comunidade