- Cresceu em Swansea e ficou longe de Dylan Thomas por muitos anos, mas hoje gosta especialmente dos contos autobiográficos dele em Portrait of the Artist As a Young Dog.
- Minha primeira memória de leitura envolve os livros Alfie, de Shirley Hughes, contados ao meus filhos e a sensação de voltar ao quarto no sótão em Swansea.
- Aos dez anos, li apenas Terry Pratchett e adorei Mort, em que a Morte é aprendiza, tornando a vida após a morte parecida com burocracia.
- O romance que mudou minha visão na adolescência foi Tess of the d’Urbervilles, de Thomas Hardy, pela forma como a personagem me pareceu real.
- O livro que me fez querer ser escritor foi Trainspotting, da Irvine Welsh, na cópia da minha irmã aos 17 anos.
Joe Dunthorne abre o jogo sobre suas leituras e as influências que moldaram sua escrita. O autor de Swansea comenta como a memória de leitura antiga convive com críticas a Dylan Thomas, e como livros o guiaram em diferentes fases da vida.
O material aborda lembranças de infância, como manter a atenção aos textos de Shirley Hughes ao ler para os filhos. Também revela a intimidade com Terry Pratchett aos 10 anos e o fascínio pela lógica literária de Mort.
Dunthorne relata a leitura que o transformou na adolescência: Tess of the d’Urbervilles, de Thomas Hardy. A dor da personagem tornou-se uma experiência real, mudando a percepção sobre o poder da ficção.
O autor explica como encontrou direção ao escrever sobre a história familiar de origem germano-judaica. O livro HHhH, de Laurent Binet, serviu de referência para equilibrar humor e seriedade no relato.
Sobre o impulso para a carreira, Dunthorne aponta a irmã mais velha com a cópia de Trainspotting, de Irvine Welsh, como a leitura que o fez querer escrever. Ele destaca o papel dessa obra na formação de seu estilo inicial.
O texto aborda a relação de Dunthorne com Dylan Thomas. Cresceu com a presença do poeta em Swansea, o que gerou resistência por duas décadas, antes de redescobrir os contos de Portrait of the Artist As a Young Dog, que aprecia hoje pela espontaneidade.
A releitura de obras também aparece: Meadowlands, de Louise Glück, é citada como leitura que retorna diversas vezes pela economia da linguagem e pelas reflexões sobre a idade. A poesia é associada à ideia de relectura.
Entre as leituras que não pretende revisitar, o escritor menciona The Secret History, de Donna Tartt. A obra impactou na juventude, mas, após perceber o contexto universitário, ficou com lembranças de decepção.
Mais adiante, Dunthorne destaca Marilynne Robinson como autora tardia em sua trajetória. Housekeeping é lembrada pela imagem de um trem que desanda para um lago, gravada no imaginário.
No momento atual de leitura, o autor cita Thomas Bernhard, em My Prizes, como referência breve, ácida e reveladora. A obra é descrita como um choque literário que desperta reflexões.
Para conforto, Dunthorne aponta The Talented Mr Ripley, de Patricia Highsmith. Ele menciona que, após o nascimento do filho, leu com a parceira durante as mamadas noturnas, buscando fuga para a rotina.
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