- Marika Gidali completa 89 anos amanhã, 29, e lança a autobiografia De Corpo e Alma, escrita com base em mais de cinquenta diários.
- Nascida na Hungria durante o Holocausto, ela imigrou para o Brasil em 1947 e criou o Ballet Stagium em 1971, em plena ditadura militar.
- A bailarina afirma que, na época, o grupo “não perguntava nem respondia, nós criamos”, usando a dança para ampliar o que não podia ser dito.
- Décio Otero, cofundador do Ballet Stagium, faleceu em 2025 aos 92 anos; Marika o descreve como parceiro de vida e de arte.
- A agenda da noite inclui o espetáculo Sair Pro Mar às vinte horas e, em seguida, o lançamento do livro no Teatro Sérgio Cardoso, pela editora Sarabanda.
Marika Gidali, fundadora do Ballet Stagium, completa 89 anos e comemora com o lançamento da autobiografia De Corpo e Alma. O livro reúne mais de 50 diários que ela manteve ao longo das décadas, registrando a trajetória de uma bailarina que viveu a dança como identidade. O lançamento acontece amanhã, 29, com sessão de autógrafos e apresentação do livro.
Nascida na Hungria, em meio ao Holocausto, ela imigrou para o Brasil em 1947 e iniciou a carreira no Ballet IV Centenário. Em 1971, ao lado de Décio Otero, criou o Ballet Stagium em plena ditadura militar, com um lema que marcou a história da companhia: não se limitavam a perguntar ou responder, criavam.
Décio Otero, parceiro de vida e de trabalho, faleceu em 2025 aos 92 anos. A viúva afirma que a parceria entre eles moldou não apenas a dança, mas a forma como encaravam a resistência artística. Gidali guarda a memória dele como impulso para seguir em frente.
A programação desta quarta-feira inclui o espetáculo Sair Pro Mar às 20h, no Teatro Sérgio Cardoso, seguido pelo lançamento do livro pela editora Sarabanda. O programa reúne apresentação cênica e lançamento editorial em um único evento.
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