- Cláudia Motta, primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio, comenta que a aparência faz parte do desempenho em cena, especialmente no Dia Internacional da Dança (29 de abril).
- No balé, a maquiagem de palco é mais marcada para ampliar as expressões sob luzes intensas, variando de acordo com o personagem.
- Ela encara a maquiagem como ritual de concentração e não costuma usar a mesma produção em todas as apresentações.
- São citados sacrifícios, como pés machucados, cuidados com piercing e tatuagens, além da necessidade de coque bem feito para a caracterização.
- No nécessaire fora do palco, itens-chave incluem Paint Stick Kryolan, cílios postiços e fixador, com exemplos de produtos usados pela bailarina.
Desde o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cláudia Motta revela como a maquiagem e o cuidado com a aparência são parte essencial de sua atuação. A bailarina, que completa mais de 30 anos de carreira, comenta que estar em cena exige entrega total ao personagem, incluindo o visual. O relato é uma leitura sobre a relação entre arte e higiene no ballet.
Motta começou a estudar aos quatro anos e ingressou no Corpo de baile do teatro em 2002, após aprovação em concurso público. Ao longo das últimas décadas, tornou-se uma das principais intérpretes do elenco. Em reconhecimento ao talento, já foi eleita Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino-americano de Dança.
No camarim, a maquiagem de palco é mais marcada para ampliar expressões sob luz intensa e à distância da plateia. Ela diz que o trabalho varia conforme o personagem, mas preserva traços naturais da artista. Mesmo em papéis dramáticos, a maquiagem precisa facilitar a leitura das feições pelo público.
Beleza no camarim
Para Motta, o ritual de se transformar envolve cuidado com cabelo, pele e figurino. Durante a temporada, o desafio é manter a qualidade dos produtos para evitar irritações ou espinhas causadas pelo suor. Ela também ressalta que abrir mão de certos adornos pode ser necessário para manter a segurança no palco.
A bailarina relembra que o início da carreira teve o auxílio de Ulisses Rabelo, profissional do corpo de baile, que ensinou técnicas de maquiagem. Hoje, ela costuma fazer a própria maquiagem, mantendo um padrão que considera higienicamente adequado para o espetáculo.
A rotina diária inclui organização prévia de itens de palco e de uso pessoal. Motta explica que o cabelo precisa ficar firme para suportar trocas de enfeites e movimentos do corpo. Ela associa a dedicação ao balé à finalidade de cada apresentação, não apenas à prática física.
Para compor o nécessaire, Motta indica itens que considera indispensáveis no palco e fora dele. Ela aponta bases e corretivos de marcas específicas, além de cílios postiços proporcionais e fixadores para resistir ao suor. A lista abaixo destaca alguns produtos citados pela bailarina.
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