- Conductor, feira de arte organizada pela Powerhouse Arts, abriu em Brooklyn com público estimado para preview de bienal, recebendo mais de 800 visitantes na noite de abertura.
- São 28 galerias e 20 projetos especiais distribuídos pelo espaço, com instalações que saem da vitrine tradicional e circulam pelo ambiente.
- Houve saída de algumas galerias de última hora devido à war in Iran, o que tornou a montagem mais desafiadora, segundo a diretora Adrianna Farietta.
- Destaques incluem a tenda “House of Silence” de Vuslat e Sana Frini, e as obras de Juan José Barboza-Gubo, com uma jangada esculpida que se pode confundir com a floresta.
- Vários artistas têm relação com a Veneza Biennale, como Beya Gille Gacha, Ebony G. Patterson, Annalee Davis e Tammy Nguyen, com apresentações e pavilhões vinculados ao evento.
Conductor abriu suas portas no Brooklyn na noite de quarta-feira, reunindo um público Fornecido por uma prévia de bienal, em vez de uma abertura tradicional de feira. Mais de 800 visitantes passaram pelo espaço da Powerhouse Arts, explorando 28 galerias e 20 projetos especiais organizados pelo evento.
A curadoria enfrentou dificuldades logísticas: algumas galerias que haviam confirmado participação retiraram-se perto do evento por conta do conflito na região iraniana. Mesmo assim, a mostra manteve um formato inclusivo, com obras que ultrapassaram os limites dos estandes e convidaram o público a percorrer o espaço de forma mais livre.
Oigin técnico e imersivo marcam a inauguração, com instalações que variam entre ambientes sensoriais e obras de grande escala, permitindo uma experiência que convida o visitante a circular e a se aproximar de cada projeto.
Programação e obras em destaque
Entre as peças, o espaço House of Silence, assinado por Vuslat e Sana Frini, chamou atenção pela atmosfera de oásis dentro de uma estrutura em formato de tenda. O ambiente absorve o som no piso e utiliza uma única abertura de luz no topo, criando um efeito quase meditativo.
Outra obra de destaque foi Retorno (2022) de Juan José Barboza-Gubo, apresentada pela Praise Shadows. A instalação envolve um barco entalhado trazido da Amazônia, alongado por elementos de acrílico e madeira, ocupando quase oito pés de comprimento e sugerindo uma relação entre deserto e floresta.
WhereArt.Works, espaço sediado em Riade, apresentou têxteis produzidos por processos de sun printing e camadas fotográficas, com preços modestos para estimular mercado em estágio inicial, segundo Justin Gilyani, responsável pelo projeto.
Conexões com a Venice Biennale
Diversos artistas presentes no Conductor manterão presença na próxima semana na Venice Biennale, incluindo nomes que compõem exposições centrais e instalações de pavilões como Cameroon, México e Escócia. A relação entre Conductor e a Bienal foi destacada pela participação de artistas já anunciados para Veneza.
No encerramento da noite, a cantora Lido Pimienta apresentou um número com apoio de percussão e efeitos de delay, fechando a abertura com uma apresentação ao vivo. A iniciativa de estreia indica que o Conductor busca um formato mais sensível à circulação de obras, contextos e público, em vez de filas convencionais de estandes.
Fonte: reportagem de ArtNews, com cobertura de Gina Curovic.
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