- Katie Kitamura afirma que quase todo escritor muda a sua opinião, e essa é a ideia da leitura.
- Lembra de ler Dangerous Liaisons de Laclos aos 10 ou 11 anos, ficando scandalizada e curiosa.
- Cresceu lendo Theodore Dreiser; o livro favorito foi Sister Carrie.
- O romance que a transformou na adolescência foi The Jungle, de Upton Sinclair, mostrando como ficção pode provocar mudança social.
- Entre autores, Kawabata é revisitado com mais facilidade na leitura atual; Spark apareceu tarde na sua vida. Lê no momento The Good Soldier, de Ford Madox Ford, e The End of the Affair, de Graham Greene; e encontra conforto na obra de Javier Marías.
Katie Kitamura revela uma relação profunda com a leitura, destacando como quase toda obra pode mudar sua percepção. Ela explica que o ato de ler facilita mudanças de ideia, uma condição essencial para compreender a literatura.
A autora americana descreve memórias de leitura da infância, lembrando de ter repetidamente uma fase escolar marcada por títulos desafiadores. Segundo ela, ler abriu portas para entender o mundo de forma crítica e complexa.
Kitamura compartilha que a leitura de obras de diversos autores moldou sua visão sobre personagens femininas, mudança social e o papel da literatura na vida cotidiana. O relato confirma o poder transformador da leitura ao longo da vida.
Trajetória literária
Ela cita escritores que influenciaram sua formação, desde narrativas enxutas de Japão até romances de peso social. Entre autores citados, aparecem nomes como Kawabata, Muriel Spark e Henry James, cada um contribuindo para sua compreensão da linguagem e da forma.
A autora aponta que, na juventude, alguns nomes não eram facilmente compreendidos, mas hoje parecem milagres literários em cada livro. A leitura contínua é apresentada como uma descoberta gradual de significados.
Kitamura também comenta o processo de revisitar obras ao longo do tempo, destacando que textos como The Portrait of a Lady revelam camadas diferentes a cada leitura. A prática é descrita como enriquecedora e reveladora.
Leituras atuais
Entre os títulos em foco, a autora menciona a releitura de Ford Madox Ford e Graham Greene. Além disso, revela manter como conforto a exploração de obras de Javier Marías, considerando-as parte de uma rotina de leitura contínua.
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