- O retorno da Marc Jacobs Beauty está previsto para junho, destacando novamente a maquiagem e o cabelo como componentes centrais da visão criativa do estilista.
- A equipe criativa histórica — Pat McGrath (beleza), Guido Palau (cabelos) e Diane Kendal (maquiagem) — é citada como parceira frequente, ajudando a moldar personagens que transitam entre o exagero, a fantasia e a cultura pop.
- Verão de dois mil e vinte e cinco: McGrath criou bonecas lúdicas com blush feito de recortes de papel vermelho e pintas, enquanto o styling de Duffy resultou em cabelos com ar romântico e inspirado em referências históricas.
- Verão de dois mil e vinte e quatro: a apresentação trouxe excesso visual extremo, com 108 perucas humanas sob direção de Duffy e uma maquiagem de boneca hiperconstruída por Kendal, remetendo ao espírito disco dos anos sessenta e setenta.
- Inverno de dois mil e dezesseis: desfile gótico e dramático, com olhos delineados marcados e sobrancelhas ausentes, usando silhuetas e penteados criados por Guido Palau e François Nars para contar a história da personagem central.
Marc Jacobs Beauty está de volta, com o retorno previsto para junho. A notícia reacende a lembrança de como a beleza sempre foi parte essencial das criações do estilista, mesmo em períodos de pausa da marca.
A retomada ocorre em um momento de expectativa no mercado de beleza de luxo. A proposta é retomar a ideia de maquiagem e cabelo como narrativas centrais que acompanham as roupas, ampliando o impacto visual das passarelas.
O texto a seguir revisita oito momentos marcantes da relação entre Marc Jacobs e a beleza na moda, destacando quem assina os looks, quando aconteceram e onde foram apresentados.
Marc Jacobs, verão 2025
Pat McGrath assina a beleza da coleção apresentada na Biblioteca Pública de Nova York, em fevereiro de 2024. Bonecas lúdicas surgem de recortes de papel vermelho como blush, além de círculos de veludo para pintar pintas. Cada modelo recebe aplicação personalizada conforme o conjunto.
Acompanham a produção de cabelo Duffy, parceiro de longa data. Cachos apertados são criados com um modelador ultrafino e presilha, formando um oito. O penteado é empilhado no alto da cabeça, evocando referências históricas.
Marc Jacobs, inverno 2024
O título Alegria, ponto final guiou o desfile, realizado fora do calendário tradicional. Em sete minutos, o maximalismo ganhou volumes inflados, silhuetas de desenho animado e paleta vibrante. O cabelo teve microfranjas teatrais sob direção de Duffy; a maquiagem, de Diane Kendal, reforçou a estética de boneca polida.
Marc Jacobs, verão 2024
A coleção levou o exagero a novos limites com 108 perucas humanas, sob a direção de Duffy. A inspiração inclui ícones das The Supremes e o espírito disco do fim dos anos 60 e início dos 70. O rosto foi construído com pele lisa, iluminador pontual e delineado marcado, resultando em traços dramáticos.
Uma maquiagem de olhos com cílios densos, delineado acentuado e centro de lábios taupe reforçou a artificialidade elegante do look. As montagens refletiram a ideia de cor e volume como parte da narrativa fashion.
Marc Jacobs, verão 2020
O desfile reuniu Kaia Gerber, Gigi Hadid e um elenco destacado, com 61 looks de beleza criados por Pat McGrath. Cílios abundantes, glitter solto e adornos com strass e folha de ouro compuseram a estética. A produção questionou passado e futuro com visão contemporânea.
Guido Palau criou 61 penteados variados, com ondas, cortes Chanel e arranjos pixie. Penteados com chapéus coloridos e detalhes artesanais completaram o conjunto, reforçando a ideia de diversidade e performatividade.
Marc Jacobs, inverno 2016
Em meio a críticas de desfiles intranquilos, o inverno 2016 trouxe um visual gótico e dramático. François Nars assina seis looks que contam a história da garota central, com olhos bem marcados e sobrancelhas ausentes para reconstruir o rosto. Guido cria finger waves com textura dupla, além de ondas desenhadas à mão em cabelos curtos.
Louis Vuitton, verão 2013
Antes de associar-se integralmente à própria marca, Marc Jacobs comandou a Louis Vuitton por 16 anos. O desfile encerrou a semana de Paris em cenário de tabuleiro amarelo criado com Daniel Buren. A beleza trouxe sombras pêssego com acabamento molhado, delineado fino e máscara abundante.
Cabelos ganharam volume com um coque escultórico e franja dramática, complementados por tiaras de cetim. A estética buscou um glamour sensual sem caricatura, mantendo o tom cool.
Louis Vuitton, verão 2011
A coleção de 2011 foi marcada por opulência sem pudor. Pat McGrath criou olhos com sombras douradas e ametistas sobre base de delineador, lábios vinho com brilho e sobrancelhas redesenhadas. Cabelos chegaram em coque elaborado com torções e franja lateral que cobria um olho, conferindo mistério e glamour.
Essas referências mostram como Marc Jacobs conectou beleza, moda e narrativa teatral ao longo de duas décadas, mantendo a assinatura de uma visão que alia inovação e referência pop.
Fontes: Vogue e material de divulgação da marca.
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