- Mariana Salomão Carrara lança o décimo livro, Claudia Vera Feliz Natal, que narra a vida de um jovem juiz no interior do Mato Grosso, abrindo espaço para temas como solidão, maternidade e amizade masculina, com momentos de humor.
- A autora é defensora pública em São Paulo há quinze anos, mantendo carreira dupla ao conciliar trabalho público com a atividade literária.
- Embora trate do mundo jurídico, o livro não é estritamente técnico; ele acompanha a trajetória do juiz em adaptação à nova cidade e à profissão.
- Em suas obras, a escritora usa narrativas em primeira pessoa de protagonistas diferentes — de uma idosa a uma menina — buscando empatia e pontos de vista distintos.
- parte do material é inspirada em relatos verídicos da justiça, reforçando a ligação entre a experiência profissional da autora e a ficção.
Mariana Salomão Carrara lança seu décimo livro, Claudia Vera Feliz Natal, mantendo a prática de escrever diários de realidades inventadas. A obra narra a vida de um jovem juiz que começa a carreira no interior do Mato Grosso, afastando-se de uma metrópole anterior.
A autora, duas vezes vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura, já publicou narrativas em que as vozes são de personagens bem distintas. Em cada livro, o narrador revela um universo próprio, explorando temas como solidão, maternidade e amizade masculina.
Defensora pública há 15 anos, Carrara une as duas jornadas para o lançamento previsto para maio. Ela adianta que o livro traz humor e ironia sobre as pompas do judiciário, sem ser uma obra estritamente jurídica.
Claudia Vera Feliz Natal
A protagonista é uma mulher que acompanha a trajetória do juiz desde a visão dele, sem a própria experiência jurídica da autora. Segundo a autora, a narrativa seguiu a construção de vozes distintas para cada personagem ao longo da história.
As cenas inspiram-se em relatos verídicos da justiça brasileira, mas a leitura foca também em identidade, presença e deslocamento. A obra promete um equilíbrio entre drama e momentos leves.
Sobre a dupla carreira
Carrara ressalta que escreve nos momentos de lazer, conciliando a defesa pública com a produção literária. Ela afirma que a agenda permite manter as duas frentes sem conflito, já que não tem filhos e dedica tempo livre à escrita.
A autora mantém o ritmo de lançamentos e distribui nacionalmente seus livros desde o início da carreira. A narrativa dialoga com a realidade do sistema jurídico, sem abrir mão da ficção.
Leituras recomendadas
- As meninas, de Lygia Fagundes Telles
- O verão no aquário, de Lygia Fagundes Telles
- Por Escrito, de Elvira Vigna
- Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes
- O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago
Fonte: entrevista concedida à Glamour.
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