- Ex-gestor da TV Globo, Osvaldo Ribeiro, afirmou que a emissora não usava o gênero como critério para salários, considerando entrega artística, qualidade e potencial de elenco.
- Segundo ele, as negociações eram individuais, sem comparações diretas entre profissionais.
- Ribeiro relembrou um caso de um casal de atores em que a atriz questionou a diferença salarial em relação ao marido, mesmo atuando na mesma empresa.
- O ex-executivo explicou que, para justificar salários, era preciso apresentar critérios como tempo de carreira e número de trabalhos entregues pela Globo.
Ex-gestor da TV Globo, Osvaldo Ribeiro, revelou em participação no NaTelinha Talk que houve uma reação de uma atriz ao descobrir que o marido ganhava mais dentro da emissora. O relato faz parte de uma visão sobre como eram definidas as remunerações ao longo dos anos.
Ribeiro, com mais de três décadas de atuação, explicou que a Globo não adotava o gênero como critério de pagamento. Segundo ele, a decisão considerava a entrega artística, a qualidade do talento e o potencial de atuação em projetos da emissora. Cada negociação ocorria de forma individual.
Ainda de acordo com o ex-executivo, houve um caso envolvendo um casal de atores da casa. A atriz, casada com um colega, questionou o motivo da diferença salarial, mesmo atuando sob o mesmo teto da Globo. O episódio foi citado como exemplo de debates internos sobre remuneração.
Bastidores das negociações salariais
Ribeiro detalhou que, para justificar as diferenças, era necessário apresentar critérios como tempo de carreira e volume de trabalhos realizados na Globo. A explicação visava esclarecer que distintas trajetórias profissionais influenciavam as remunerações. O relato reacende o tema da transparência no setor.
A discussão sobre critérios de remuneração no meio artístico volta a ganhar força. As declarações de Ribeiro destacam que histórico artístico e produtividade costumam impactar as negociações, mesmo quando o gênero não é considerado.
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