- Renata Buzzo é a única brasileira com peça na exposição do Metropolitano Museum of Art (Met) em Nova York, com looks da coleção desfilada na SPFW.
- Ela optou por doar as peças ao Costume Institute, em vez de vendê‑las, após convite de Andrew Bolton, curador da mostra.
- O corset “Anatomia” é destaque da coleção e hoje integra o acervo permanente da exposição, que também recebeu mais peças a pedido do curador.
- A exposição, que aborda a relação entre corpo, arte e moda, tem inauguração oficial em 4 de maio, com divulgação mundial.
- A edição da SPFW e a narrativa da coleção discutem temas de violência de gênero e autonomia feminina, segundo a estilista.
Renata Buzzo, estilista brasileira, tem uma peça do coletivo que integra a exposição do Metropolitan Museum of Art em Nova York. A criação foi oferecida ao museu em vez de ser comprada pelo Costume Institute, e a doação ocorreu no contexto de uma relação com a curadoria do espaço.
A peça faz parte da mostra que reúne moda, corpo e arte, sob curadoria de Andrew Bolton. O objetivo declarado é refletir a violência contra mulheres e promover verossimilhança cênica para chocar o público.
A participação da brasileira ganhou notoriedade após o desfile da coleção “O Corpo” no São Paulo Fashion Week, em outubro de 2024. A peça escolhida para o acervo é o corset Anatomia, exibido ao lado de outros looks da mesma linha.
Bastidores da convocação e da exposição
Em setembro, o setor de pesquisas do museu enviou um e-mail a Bolton perguntando sobre a adesão de Buzzo ao acervo permanente e à mostra de primavera. O museu pretendia comprar as peças, mas a estilista optou pela doação.
Segundo o curador, além do corset Anatomia, foram solicitadas quatro peças adicionais da coleção. A seleção foi comunicada à estilista alguns dias antes de anunciar publicamente a participação, com divulgação mundial da peça carro-chefe.
Contexto e tema da obra
Buzzo explicou que a produção manteve foco em narrativas femininas, buscando evidenciar desigualdades vivenciadas por mulheres. A ideia foi expressar, por meio da estética, a pressão de se adequar para sobreviver, sem obedecer a padrões impostos.
A linha criativa foi desenhada para destacar mortes metafóricas e literais associadas à diminuição de mulheres em contextos de violência. A concepção buscou mobilizar ideias de independência e empoderamento, sem abandonar o tom crítico da mensagem.
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