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Estelinha Bezerra, 96, desafia velhofobia com batom vermelho e legado

Aos 96 anos, Estelinha Bezerra transforma velhofobia em movimento online, com batom vermelho e lições sobre envelhecimento

Estelinha Bezerra — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Estelinha Bezerra, conhecida como Rainha do Batom Vermelho, morreu aos 96 anos em 14 de abril, conforme homenagem da antropóloga Mirian Goldenberg que destacou seu legado contra a velhofobia.
  • Nascida em Jaguaribe, Ceará, em cinco de janeiro de 1930, casou-se em 1950, mudou-se para São Paulo em 1979 em busca de melhores condições de vida e teve 17 filhos, 28 netos e dezenas de bisnetos e tataranetos.
  • Em junho de dois mil e vinte e três sofreu acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico; um mês depois voltou à UTI com embolia pulmonar. Aos 93 anos, começou a gravar histórias para as redes sociais, sob orientação do filho caçula, Josafá.
  • O primeiro vídeo no Instagram respondeu à pergunta de Josafá sobre o que ainda queria viver, com Estelinha revelando o desejo de viajar e comer filé mignon e lagosta; repetiu o manifesto: “Eu, sem batom, não sou ninguém.”
  • O texto de Goldenberg ressalta que o legado de Estelinha vai além do alcance de seguidores: é provocar presença, alegria e autonomia feminina ao envelhecer, transformando o batom vermelho em símbolo de resistência e possibilidade.

O que aconteceu: Estelinha Bezerra, conhecida como Rainha do Batom Vermelho, faleceu aos 96 anos no dia 14 de abril. A notícia gerou comoção entre seguidores e familiares, que destacam a capacidade da influenciadora de discutir envelhecimento com humor e coragem.

Quem está envolvido: Mirian Goldenberg, antropóloga, publicou uma homenagem em sua coluna relembrando a trajetória de Estelinha. O depoimento reforça a importância de Estelinha para a percepção sobre envelhecimento e autonomia feminina.

Quando e onde: A morte ocorreu no dia 14 de abril, em meio à repercussão nas redes sociais e em relatos de familiares. Estelinha nasceu em Jaguaribe, Ceará, e viveu grande parte da vida em São Paulo, onde conquistou seguidores com suas mensagens sobre idade e autoestima.

Por quê: A trajetória de Estelinha ganhou status de referência ao desfazer a velhofobia e ao transformar o batom vermelho em símbolo de presença, autonomia e alegria de viver. Sua história se tornou referência para mulheres de várias idades.

Trajetória e legado

Estelinha nasceu em 5 de janeiro de 1930, no Ceará. Mudou-se para São Paulo em 1979, buscando melhores condições de vida para a família. Teve 17 filhos, 28 netos e dezenas de bisnetos. Enfrentou perdas profundas, incluindo a morte de cinco filhos.

Em 2023, após um AVC isquêmico e uma embolia pulmonar, Estelinha retomou a voz e começou a gravar vídeos para as redes sociais, aos 93 anos. A iniciativa ganhou adesão expressiva, com milhões de seguidores.

O primeiro conteúdo foi respondido a uma pergunta do filho Josafá, sobre desejos não realizados. Ela revelou o sonho de viajar, comer filé mignon e lagosta. Os vídeos diários ajudaram a superar a depressão e estimularam a vontade de viver.

Em abril de 2024, Josafá convidou para um texto no Instagram em que a influenciadora reafirmou seu lema: eu sem batom não sou ninguém. O batom vermelho, explicou, é mais que maquiagem: é roupa e símbolo de autonomia.

O legado de Estelinha não se resume aos números de seguidores ou à família. Ele está na forma como estimulou mulheres a encarar o envelhecimento com presença, transformando rotina em celebração e fragilidade em potência.

A memória da Rainha do Batom Vermelho persiste nas decisões diárias de muitas mulheres. Suas ações continuam a inspirar atitudes de amor-próprio, coragem e ousadia, contribuindo para uma visão mais plural sobre a idade.

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