- Milla Fernandez, filha adotiva de Raul Gazolla, adaptou as próprias vivências como camgirl (exibição erótica pela webcam) para o monólogo TIP – Antes que me queimem, eu mesma me atiro no fogo.
- A peça surge a partir de dois anos atuando nesse formato, durante a pandemia, transformando a experiência em material teatral.
- Ela diz que, apesar do retorno financeiro, a exposição pode ter impactos na carreira e na forma como é vista pela sociedade.
- A transformação em teatro começou no primeiro dia de live, de doze horas, com cerca de duzentas pessoas assistindo e cerca de quarenta reais de retorno; foram quase quinhentos shows nesse período, com apoio do marido, reconhecido diretor de teatro.
- Entre os dilemas, há relatos de exaustão durante transmissões, limites éticos entre compra e venda e desejo do cliente, inclusive um caso contado em espanhol que envolve gravidez; a peça aborda esses temas com tom responsável e reflexivo.
- Ela destaca apoio da família e do marido, ressaltando que o objetivo foi buscar autonomia profissional e sustento, sem depender financeiramente deles.
Milla Fernandez, atriz de 28 anos, é filha adotiva de Raul Gazolla, 70. Durante a pandemia, ela atuou como camgirl, fazendo exibições eróticas ao vivo pela webcam. Essa experiência inspirou o monólogo TIP – Antes que me queimem, eu mesma me atiro no fogo.
A peça adapta vivências reais para o palco. Em entrevista à coluna GENTE, Milla explica que a transformação surgiu desde a primeira live de 12 horas, quando percebeu que o material poderia virar teatro potente.
O nascimento do monólogo
Ao longo de dois anos, ela realizou quase 500 apresentações e decidiu consolidar o tema com apoio do marido, hoje diretor de teatro. A peça aborda a tensão entre exposição pública e a construção de uma carreira artística.
As histórias trazidas pelo monólogo incluem momentos de exaustão física durante transmissões, dúvidas sobre limites éticos e a pressão de manter o imaginário do público. A dramaturgia mistura humor e memória complicada.
Milla destaca que a decisão de seguir no teatro não foi apenas por sustento. Aos 21 anos, buscou autonomia financeira e emocional, com o suporte da família para ajustar expectativas e orientar escolhas.
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