- O chef José Andrés, espanhol de Asturias, destaca que as tapas são uma prática social importante na Espanha, reunindo pessoas em torno de pequenas porções.
- Para ele, o ideal é fazer um tapeo: passar de bar em bar, bebendo algo e provando petiscos em vários lugares.
- Andrés afirma que não há hora certa para comer tapas; é possível aproveitar quando houver fome.
- Entre as tapas clássicas, ele cita tortilla española, gambas al ajillo, patatas bravas e croquetas, além de recomendar experimentar as especiais do restaurante.
- Sobre bebidas, não há bebida correta; é comum combinar com cava, vinhos, sidra ou cervejas, servidas em taças pequenas para manter a bebida gelada.
José Andrés, chef espanhol estrelado, estreou no crédito de levar a cultura das tapas aos EUA e ainda assim afirma que nada se compara a comê-las na Espanha. Em entrevista à BBC Travel, ele explica o que torna esse modo de comer tão especial.
O chef, nascido em Asturias e há 35 anos morando perto de Washington, DC, descreve as tapas como ferramenta para entender a sociedade espanhola. Quando abriu o restaurante Jaleo, há mais de três décadas, o hábito de compartilhar era pouco conhecido no país.
Desde então, Andrés observa uma evolução: as pessoas passaram a aproximar os pratos do centro da mesa e a compartilhar. Para ele, as tapas são simples de comer e ao mesmo tempo representam um jeito de estar junto e dividir uma experiência.
A prática de comer tapas na Espanha
Segundo o chef, as tapas variam em todo o território e aparecem com frequência em tabernas locais. Há opções simples, como azeitonas, até propostas sofisticadas, sempre em espaços limitados que estimulam a criatividade do cozinheiro.
Ele destaca que o sabor reside também no ambiente: o encontro entre amigos, a bebida compartilhada e a conversa que acompanha as porções. Para Andrés, o ato de tapeo é uma forma de viagem gastronômica sem pressa.
Dicas práticas de consumo
Entre sugestões, o chef reforça que não há uma bebida única para acompanhar tarapas. Há cava, vinhos, sidra e cervejas servidas em quantidades pequenas para possibilitar novas taças. O objetivo é manter o ritmo sem excessos.
Sobre sua ordem ideal, Andrés afirma que prefere observar o movimento do local. Se muitos escolhem uma única tapa, pode indicar especialidade da casa; caso contrário, ele escolhe conforme o que vê disponível na bancada.
Paris de sabores e lugares
Entre as regiões, o chef cita San Sebastián para os pintxos, distinguindo-os das tapas. Em Logroño, Calle Laurel é famosa pela diversidade de especialidades. Em Barcelona, bairros como El Born e Barri Gòtic concentram opções de tapas e frutos do mar.
Para Madrid, ele indica Calle Ponzano e Lavapiés, com destaque para croquetas de lacón e sanduíches com queijo tetilla. Ao norte, Santos de Sanlúcar de Barrameda é lembrado pela tortilla de camarão, uma saborosa referência local.
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