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Itamar Vieira Junior afirma que literatura pode tudo, menos prever o mundo

Itamar Vieira Junior participa do São Paulo Innovation Week e afirma que a literatura não prevê o futuro, mas dá voz a quem a história negou

Julio Silveira e Itamar Vieira Junior em mesa de conversa durante dia final do São Paulo Innovation Week. Foto: Bia Cardoso/Estadão
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  • Itamar Vieira Junior participou do último dia do São Paulo Innovation Week, na sexta-feira, 15.
  • Autor de Torto Arado, Salvar o Fogo e Coração sem Medo, falou sobre a importância de dar voz a quem fica à margem da sociedade.
  • Em conversa com Julio Silvero, curador do Palco da Palavra, disse que suas histórias se comunicam, mas não refletem apenas amor pela terra.
  • Ressaltou que as obras abordam realidades intrínsecas à sociedade brasileira e à história do país, com rastros que permanecem hoje.
  • Comentou que a literatura não tem função de prever o futuro e criticou narrativas históricas que relegaram mulheres a papéis secundários, defendendo vozes de quem historicamente não foi ouvida.

Itamar Vieira Junior participou do último dia do São Paulo Innovation Week, nesta sexta-feira, 15, apresentando suas obras premiadas e best-seller, como Torto Arado, Salvar o Fogo e Coração sem Medo.

Em conversa com o curador do Palco da Palavra, Julio Silvero, ele afirmou que suas histórias dialogam com quem vive à margem e que, originalmente, desejava retratar um amor pela terra, embora essa escolha não fosse possível para as pessoas retratadas.

O escritor ressaltou que suas obras refletem realidades profundamente conectadas à sociedade brasileira, deixando marcas na história do país que perduram até hoje. Como exemplo, mencionou a escravidão e seu papel no passado.

Vieira Junior—sem fingir prever o futuro—destacou que a literatura tem alcance amplo, principalmente ao ampliar a voz de quem historicamente foi silenciado, especialmente das mulheres, alvo de narrativas que costumam ocupar papéis centrais.

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