- O estilista João Pimenta apresentou a coleção intitulada “Arquivos” no saguão do Arquivo Histórico Municipal, em São Paulo, no Bom Retiro, na manhã deste sábado (16).
- A proposta mistura códigos masculinos e femininos, revisitando criações passadas como “Quadril”, “Viés” (Casa de Criadores 2009/2010) e “Das Tripas Coração” e “Cortejo Fúnebre” (São Paulo Fashion Week 2022).
- A modelagem privilegia volumes menores na parte de cima e ampliados na inferior, com calças de corte “barril”, bermudas largas e comprimentos curtos, além de cinturas baixas.
- Paletós e casacos aparecem acinturados, com sobreposições; coletes com gravatas, camisas alongadas e cintos baixos; stylist Maika Mano usou blazers na cabeça ou presos a bolsas.
- O principal tecido é algodão transformado em piquê, com estampas como risca-de-giz, chevron e xadrez, mantendo a linguagem transgressora da marca.
João Pimenta apresentou a coleção intitulada Arquivos, marcada pela fusão de códigos masculinos e feminine, durante desfile realizado no saguão do Arquivo Histórico Municipal, no Bom Retiro, em São Paulo, na manhã deste sábado, 16. A mostra revisitou criações anteriores da grife, mantendo a linha transgressora que acompanha o estilista há mais de 30 anos. O objetivo foi desfilar uma roupa masculina que foge do lugar-comum, mantendo a assinatura de Pimenta.
A apresentação reuniu referências históricas da marca, trazendo novamente peças como Quadril e Viés (Casa de Criadores 2009/2010) e Das Tripas Coração e Cortejo Fúnebre (SPFW 2022). A ideia foi explorar a desconstrução da alfaiataria, com volumes reduzidos na parte superior e ampliados na inferior, criando silhuetas inusitadas para o esporte de passarela.
A linha evidenciou calças em modelagem barril, bermudas amplas com movimentos que remetem a saias, curtos, cinturas baixas e volumes acentuados nos quadris. Paletós e casacos surgiram acinturados, com sobreposições que valorizam a cintura. Coletes com gravatas, camisas alongadas e cintos deslocados reforçaram o jogo de proporções.
Detalhes da coleção
O visual do styling, assinado por Maika Mano, incluiu blazers usados na cabeça ou amarrados em bolsas, além de camisas com lapelas que criam efeito de ilusão de óptica. O principal material foi algodão transformado em piquê, conferindo frescor e estrutura às peças.
As estampas recorreram ao guarda-roupa masculino tradicional, como risca-de-giz, chevron e xadrez, sem perder a pegada transgressora que caracteriza a marca. A proposta manteve o foco na mistura de elementos, reforçando a leitura de Arquivos como uma coletânea de referências reimaginadas.
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