- Gabriela Loran completa 33 anos nesta segunda-feira, 18, celebrando o papel histórico de Viviane em Três Graças.
- A personagem, farmacêutica e amiga da protagonista, foi construída em parceria com autores e diretores para evitar estereótipos transfóbicos.
- Em cenas de transfobia, Viviane não sofre em silêncio e devolve o constrangimento; o casamento final é descrito como um momento histórico.
- A participação em Três Graças consolidou Gabriela como atriz e ajudou a deixá-la conhecida como “a atriz Gabriela Loran”, além de romper com a ideia de ser apenas a “atriz trans de Malhação”.
- No futuro, Gabriela terá uma protagonista no cinema e, depois, uma vilã na TV, sem que esses papéis sejam trans.
Gabriela Loran comemora 33 anos nesta segunda-feira (18) e celebra o encerramento de um ciclo na televisão brasileira. Em entrevista à Glamour, a atriz destaca Viviane, de Três Graças, como a maior personagem de sua carreira, pela relevância e pelo tratamento humano dado a uma personagem trans.
A construção de Viviane foi feita em parceria com autores e diretores. A atriz diz ter tido liberdade para sugerir mudanças, especialmente para evitar estereótipos transfóbicos. Em cenas que sofriam transfobia, Viviane reagiu, segundo a intérprete, com firmeza e diálogo.
O desfecho da personagem incluiu casamento com o galã da trama, em uma cena descrita como histórica. Gabriela afirma que Viviane rompe barreiras de gênero e raça, representando diversidade no horário nobre.
Viviane: construção e impacto
Desde sua estreia na televisão em 2018, com Malhação: Vidas Brasileiras, Gabriela Loran passou a ser referência ao ser a primeira atriz trans a integrar o elenco de uma novela em 26 anos. A intérprete afirma que hoje é reconhecida pela atuação e não apenas pelo estereótipo.
A atriz relata que participou ativamente da construção de Viviane, trocando ideias com autores e diretores. Em cenas-chave, ela propôs ajustes para ampliar a complexidade da personagem e evitar reducionismos. A abordagem buscou tratar a maternidade como tema amplo, não exclusivo de pessoas cis.
Segundo Loran, a novela permitiu que Viviane enfrentasse adversidades sem sofrer apenas por transfobia, privilegiando dilemas amorosos e humanos. O casamento da personagem foi citado pela atriz como uma das cenas mais significativas de sua carreira.
Próximos projetos
Após Três Graças, Gabriela Loran planeja protagonizar um filme e, em seguida, atuar como vilã em uma novela. A atriz vê nesses próximos papéis a continuidade de uma trajetória marcada por personagens centrais e desfechos que exploram a diversidade. É o que ela chama de colheita de realizações alcançadas com perseverança.
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