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Clarice Lispector: frases marcantes sobre amor, vida e autoconhecimento

Antologia de Clarice Lispector revela frases sobre amor, vida e autoconhecimento, destacando liberdade, medo e o questionamento do próprio pensamento

Clarice Lispector tornou-se uma das vozes mais influentes da literatura brasileira
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  • Clarice Lispector, nascida na Ucrânia em 1920 e naturalizada brasileira ainda na infância, é uma das vozes mais importantes da literatura brasileira.
  • O conjunto reúne trechos que exploram amor, vida e autoconhecimento, extraídos de obras como Água Viva, A hora da estrela e Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.
  • Entre os temas estão a busca por verdades além da lógica, a liberdade como desafio e a importância de pensar por si.
  • Também aparecem o papel do medo nas escolhas, o enfrentamento de limites pessoais e a força que a solidão pode trazer.
  • As citações aparecem em edições comemorativas da editora Rocco, entre 1998 e 2020.

Clarice Lispector, uma das vozes mais importantes da literatura brasileira, nasceu na Ucrânia em 1920 e ganhou naturalização ainda na infância. Jornalista, cronista e romancista, sua obra quebrou padrões narrativos e influenciou leitores de diversas gerações.

Ao longo de décadas, seus textos dialogaram com temas universais como amor, vida e autoconhecimento, estimulando interpretarções variadas a cada leitura. As frases da autora permanecem como referências de percepção profunda sobre a condição humana.

Abaixo, apresentamos dez trechos marcantes que revelam diferentes olhares sobre relações humanas e descobertas pessoais, extraídos de obras como Água Viva, Para não esquecer e A hora da Estrela. *Trechos selecionados*

1. A busca por verdades além da lógica: Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. *Água Viva* (Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

2. O desafio de viver plenamente livre: Liberdade? É o meu último refúgio, forcei-me à liberdade e aguento-a não como um dom mas com heroísmo: sou heroicamente livre. E quero o fluxo. *Água Viva* (Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

3. A importância de pensar por si: Depois que descobri em mim mesma como é que se pensa, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros. *Para não esquecer*, edição comemorativa (Rio de Janeiro: Rocco, 2020)

4. Quando o medo aponta o caminho: O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado. *Para não esquecer*, edição comemorativa (Rio de Janeiro: Rocco, 2020)

5. O enfrentamento dos próprios limites: Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma. *Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres*, edição comemorativa (Rio de Janeiro: Rocco, 2020)

6. A força encontrada na solidão: Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. *A hora da Estrela* (Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

7. A valorização do agora: Vivemos exclusivamente no presente, pois sempre e eternamente é o dia de hoje, e o dia de amanhã será um hoje, a eternidade é o estado das coisas neste momento. *A hora da Estrela* (Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

8. Sobre a intensidade do amor: Fico com medo. Mas o coração bate. O amor inexplicável faz o coração bater mais depressa. A garantia única é que eu nasci. Tu és uma forma de ser eu, e eu uma forma de te ser: eis os limites de minha possibilidade. *Água Viva* (Rio de Janeiro: Rocco, 1998)

9. A beleza daquilo que é verdadeiro: Ficaria mais atraente se eu o tornasse mais atraente. Usando, por exemplo, algumas das coisas que emolduram uma vida. É lícito tornar atraente, mas há o perigo de o quadro se tornar quadro pela moldura. A experiência vale a pena, mesmo que seja apenas para quem escreveu. *Para não esquecer*, edição comemorativa (Rio de Janeiro: Rocco, 2020)

10. Seguir em frente apesar das dificuldades: Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. *Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres*, edição commemorativa (Rio de Janeiro: Rocco, 2020)

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