- Mulheres acima de cinqüenta aparecem com destaque em desfiles de luxo, incluindo Miu Miu, Gucci e Chanel.
- Gillian Anderson (57) e Chloë Sevigny (51) desfilaram pela Miu Miu; Kate Moss (52) fechou a apresentação da Gucci.
- Stephanie Cavalli (50) abriu o desfile de alta-costura da Chanel, marcando presença constante na marca desde então.
- O diretor criativo Matthieu Blazy amplia o uso de modelos 50+ nas coleções, defendendo que ver o mundo transmite outra dimensão às roupas.
- O movimento sinaliza uma mudança simbólica: a idade passa a representar experiência e autenticidade, além de abrir espaço para consumidoras de 50+ e reforçar sustentabilidade econômica.
A moda está abrindo espaço para mulheres acima dos 50 anos nas passarelas internacionais. Em desfiles recentes, figuras veteranas ocuparam posições centrais, quebrando o estereótipo de juventude constante.
Gillian Anderson, 57, e Chloë Sevigny, 51, desfilaram pela Miu Miu, enquanto Kate Moss, 52, fechou a apresentação da Gucci. Os desfiles destacaram a presença de mulheres maduras em momentos de destaque.
Em Chanel, Matthieu Blazy abriu o seu primeiro desfile de alta-costura com Stephanie Cavalli, 50, revelando um novo perfil de rosto para a marca. Cavalli tornou-se presença recorrente nas campanhas e passarelas da casa francesa.
Mudança de protagonismo na moda
A Chanel apresentou ainda mais modelos de 50 anos no Cruise 2027, exibido em Biarritz. A grife, apontada como líder do momento, reforça o apelo de público maduro e experiente.
Blazy defende uma visão de moda próxima das mulheres reais, afirmando que modelos mais velhas trazem dinâmica diferente para as roupas, com vivência e perspectiva de mundo.
Outras maisons também abriram espaço. Em Carolina Herrera, artistas como Amy Sherald e Ming Smith dividiram o casting, enquanto Michèle Lamy participou aos 82 anos e Rose McGowan apareceu na Lueder.
Essa tendência não é apenas estética. Representa uma mudança simbólica: envelhecer passa a sinalizar experiência, estabilidade e autoridade cultural nas passarelas e em campanhas de luxo.
O movimento também reflete questões de mercado. Mulheres 50+ detêm poder de compra significativo e são parte da concentração de riqueza global, influenciando decisões de sustentabilidade e permanência de marcas de luxo.
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