- Eva Baltasar foi confirmada na programação da Flip 2026, que ocorre entre 22 e 26 de julho em Paraty.
- Ela lança Mamute, seu novo livro publicado no Brasil pela Dublinense, com entrevista à Marie Claire.
- O romance acompanha uma protagonista desconfortável com as regras da vida contemporânea, tema recorrente na obra da autora.
- Baltasar descreve o processo de escrita como lento e artesanal, escrevendo poucas frases por dia e revisando várias vezes.
- A autora aponta que suas narrativas valorizam mulheres com falhas e sombras, sem moralismo, explorando temas como solidão e pressão social.
Eva Baltasar, autora espanhola conhecida por personagens femininas que desafiam expectativas, foi confirmada na programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026. A edição acontece entre 22 e 26 de julho na cidade histórica do litoral fluminense.
Baltasar virá ao festival para apresentar Mamute, seu novo livro publicado no Brasil pela Dublinense. A obra traz uma protagonista que parece desconfortável com as regras da vida contemporânea, tema central de uma entrevista concedida à Marie Claire.
Mamute marca a presença da escritora no evento, que reúne nomes nacionais e internacionais. A confirmação foi anunciada pela organização da Flip, que destaca a diversidade de vozes na edição de 2026. A presença da autora reforça o foco da programação em perspectivas femininas.
Mamute e o processo criativo
A autora explica que escreve porque ama e respira a prática. Ela descreve o método como lento, com revisões constantes para construir imagens fortes em poucas palavras. A obra é publicada pela Dublinense no Brasil.
Baltasar comenta que suas narradoras não são perfeitas. Segundo ela, toda personagem carrega uma sombra; essa complexidade é o que as humaniza. A entrevistada também ressalta que não há didatismo em seu trabalho. As personagens surgem do desejo de explorar seus prismas mais sombrios.
Contexto e público
A escritora ressalta que a modernidade imprime pressões sobre mulheres e que o diálogo sobre desejo não é didático, mas exploratório. A autora afirma escrever para si, criando narrativas que desafiam formatos tradicionais. A Flip 2026 promete ampliar o alcance de Mamute entre leitores brasileiros.
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