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Marilyn Monroe 100: o livro do centenário e a Marilyn que comandou

Publicação oficial pelos cem anos de Marilyn Monroe mostra uma artista no comando de sua imagem, não apenas o glamour alheio

Marilyn Monroe lendo 'Ulisses', de James Joyce, em Mt. Sinai, Nova York, 1952.
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  • Lançamento de Marilyn Monroe 100 é a única publicação oficial dos 100 anos da atriz, editada pela ACC Art Books em parceria com o Marilyn Monroe Estate, reunindo dezessete fotógrafos.
  • O livro percorre a vida da artista, desde Norma Jeane até as imagens mais tardias, valorizando a visão de fotógrafos que realmente trabalharam com ela.
  • Eve Arnold e Sam Shaw aparecem como as presenças centrais, registrando Marilyn a partir da amizade, com acesso a momentos de preparação, cansaço e dúvida.
  • Entrevistas aos atuais guardiões dos acervos mostram Marilyn como artista que controlava sua imagem, e não apenas uma figura vulnerável, reforçando a ideia de agência sobre a própria persona.
  • A obra traz prefácio de Christian Siriano e introdução de Rachel Syme, com 348 páginas e trechos de frases da atriz entre as fotos.

Marilyn Monroe 100 é a única publicação oficial criada para marcar o centenário da atriz. O volume reúne 17 fotógrafos que trabalharam com ela ao longo da carreira, compilando imagens que vão desde a Norma Jeane jovem até os últimos retratos da estrela.

Editado pela ACC Art Books em parceria com Marilyn Monroe Estate, o livro traça um percurso pela vida de Marilyn sob a ótica de quem realmente a conheceu. Eve Arnold e Sam Shaw aparecem como destaques pela proximidade e pelo controle que tiveram sobre os registros, diferindo do glamour usual.

O conjunto de 348 páginas intercala trabalhos de nomes como Avedon, Beaton, Halsman e Cartier-Bresson. O prefácio é assinado pelo estilista Christian Siriano e há uma introdução de Rachel Syme, além de passagens com frases da própria atriz.

Michael Arnold e Melissa Stevens, netos de Eve Arnold e Sam Shaw, cuidam dos respectivos acervos. Em entrevistas à Vogue, eles destacam que Marilyn esteve no comando da própria imagem e não foi apenas vítima do escrutínio público.

A relação entre Marilyn e cada fotógrafo nasceu de amizade, não de imposição comercial. Sam Shaw conheceu a atriz em 1950, durante as filmagens iniciais, e manteve uma parceria de colaboração criativa até a morte de Marilyn em 1962. Shaw tratava-a como parceira igual.

Entre as fotografias, destaca-se a confiança de Eve Arnold, que teve acesso a momentos de preparação, cansaço e dúvida. Marilyn chegou a permitir a destruição de negativos que não aprovava, demonstrando controle sobre o material produzido.

O livro enfatiza o tema da agência de Marilyn nas imagens. Segundo os relatos, ela buscava uma visão que a representasse como artista complexa, não apenas como símbolo de glamour. O material mostra a atriz estudando técnicas de atuação e observando colegas de profissão.

Imagens de Nevada, em 1960, e o retrato de Marilyn em ensaio no deserto aparecem entre as favoritas dos netos, que ressaltam o peso humano dessas cenas. Em outra sequência, o retrato de Marilyn com Arthur Miller ao lado de um conversível em Nova York é citado como expressão de liberdade e independência.

Ao falar sobre o legado, os netos destacam que nenhum dos dois fotógrafos aproveitou a tragédia para lucrar com a morte da atriz. Eve manteve seus negativos sob embargo por anos, e Sam consolidou o acervo como tributo.

Os interessados devem entender que o livro não busca retratar Marilyn apenas como vítima, mas como uma mulher à frente de seu tempo, com uma carreira marcada por escolhas artísticas. A ideia central é oferecer uma visão mais equilibrada sobre a vida e o trabalho da atriz.

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