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Tom Holland elogiado por mensagem sobre dislexia após recusar papel no SNL

Tom Holland fala sobre dislexia e medo de leituras em palco, levando à recusa de apresentar Saturday Night Live por palavras que mudam ao ler

Actor Tom Holland has previously spoken about his neurodivergent experience of living with ADHD and dyslexia
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  • Tom Holland revelou ter recusado apresentar o SNL por medo de leitura em voz alta, destacando que é “altamente disléxico.”
  • O SNL usa cartões com leitura guiada para os apresentadores, e Holland disse já ter recebido convites, mas se sente intimidado com o processo de leitura.
  • Especialistas elogiou a sinceridade de Holland: Kay Carter, da Dyslexia Association, chamou as falas dele de poderosas; James Taylor, da Scope, disse que evidencia os desafios de pessoas com deficiência no trabalho e na exposição pública.
  • Ashley Walker, que vive com dislexia, disse que as palavras de Holland ajudam a normalizar o tema e que ainda há estigma; dados do Reino Unido apontam 6,3 milhões de pessoas com dislexia e uma em seis adultos com nível de leitura equivalente a 11 anos.
  • Holland segue com a carreira, atuando em Spider-Man: Brand New Day, ao lado de Zendaya; ele afirmou que precisa se preparar com antecedência para leituras durante leituras de roteiros.

Tom Holland revelou ter dyslexia de forma aberta, relatando que já recusou apresentar o programa SNL por causa da leitura em voz alta. O ator disse que o conceito de ler e ver as palavras mudarem o prejudica sua performance. O SNL utiliza cards para guiar os apresentadores.

Em entrevista ao podcast Good Hang, com Amy Poehler, o ator de 30 anos explicou que sente medo ao ler em público e que é fortemente dyslexico. Ele afirmou que prefere se preparar com antecedência para leituras durante leituras de script.

A NHS classifica a dyslexia como uma dificuldade de aprendizagem em que o cérebro processa informações de modo diferente. A edição de hoje do material de referência ressalta leitura, escrita e números como áreas impactadas, sem cura, com estratégias de manejo.

Repercussões e mensagens de apoio

Ashley Walker, que vive com dyslexia, disse à BBC Newsbeat que as falas de Holland ajudam quem convive com o transtorno a se sentir visto. Ela acrescentou que há estigma que dificulta falar sobre o tema.

Especialistas de organizações como The Dyslexia Association e a Scope destacaram que as falas ajudam a trazer clareza sobre os desafios enfrentados no ambiente de trabalho e na exposição pública. A visão de Holland também é citada como incentivo para buscar apoio.

Holland afirmou que aprecia SNL e a ideia de se divertir de forma criativa, apesar do receio de leituras em voz alta. Durante o papo, ele afirmou que lida com blocos mentais ao ler em voz alta e que planeja destacar trechos e ensaiar com antecedência.

Contexto e expectativas futuras

Ashley, que trabalha com artes visuais, citou que muitos enfrentam problemas semelhantes na infância, incluindo pedir que leiam em voz alta para a classe. Ela ressalta que cada pessoa reage de forma distinta à dyslexia.

O ator também revelou que, ainda neste ano, estará em Spider-Man: Brand New Day, com Zendaya, mantendo o foco em superar as dificuldades de leitura com preparação prévia.

Ashley observa que, embora haja casos de sucesso relacionados à dyslexia, ainda há limitações impostas pela linguagem amplamente disseminada. Ela reforça a importância de ampliar diagnósticos e conscientização.

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