- Na Feira do Livro em São Paulo, Carla Madeira revelou spoilers do seu quarto romance, intitulado “Quando”, com lançamento previsto para agosto pela editora Record.
- A obra acompanha uma mãe que denuncia o filho adolescente e se passa duas décadas depois, quando ela espera reencontrar o jovem.
- Madeira diz que o livro explora as zonas entre punição, vingança e restauração e busca entender o que levou à atitude radical da mãe.
- A mesa contou com Mariana Carrara Salomão, que apresentou detalhes de seu romance “Cláudia Vera Feliz Natal” e comentou sobre narrativas com humor e narrador masculino.
- O debate também abordou temas considerados de interesse feminino na literatura e a presença de sobrenomes em obras escritas por mulheres.
A escritora Carla Madeira revelou detalhes do seu quarto romance durante a Feira do Livro, em São Paulo. O livro, ainda sem título oficial, chega em agosto pela editora Record. A apresentação ocorreu em uma mesa de debate que reuniu Madeira e a autora Mariana Carrara Salomão.
O enredo acompanha uma mãe que denuncia o próprio filho adolescente. A narrativa começa duas décadas depois, quando a protagonista espera reencontrar o jovem. Madeira descreve o escopo da obra como um mergulho nas zonas entre punição, vingança e restauração, explorando as origens de uma atitude radical.
A autora também discutiu o tema das relações entre gênero e literatura. Questionou por que certos temas são tratados como pertencentes a mulheres e apontou o uso recorrente de sobrenomes na narrativa feminina, destacando a busca por universalidade na literatura.
Diálogo entre as autoras
Mariana Carrara Salomão, presente na mesa, apresentou seu novo romance da Todavia, intitulado Cláudia Vera Feliz Natal. O livro, que pode marcar uma quebra de tom para a autora, tem como protagonista um juiz e aborda casos do universo jurídico, com tom mais próximo do humor.
Salomão ressaltou que o romance é o mais humorístico de sua carreira, ainda que trate temas complexos da Justiça. A autora informou que passou a adotar um narrador masculino, uma escolha que ela justificou pela necessidade de evitar estereótipos que poderiam surgir com uma narradora mulher.
A conversa mediada pela jornalista Iara Biderman, da revista Quatro Cinco Um, ainda mencionou a possibilidade de parceria entre as duas escritoras. Salomão sugeriu que, para um leitor de Madeira, o investimento em um único lançamento poderia se transformar em uma dedicação exclusiva à literatura. Madeira por sua vez comentou sobre a possibilidade de aprender com a colega a ganhar o Prêmio São Paulo de Literatura.
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