- Chutou, border collie com mais de 1,5 milhão de seguidores no Douyin, acompanhava o tutor Guo desde 2018.
- Em maio, o cão foi roubado na província de Henan enquanto recebia cuidado dos pais de Guo; câmeras registraram o momento.
- Três dias depois, Chutou foi vendido por 180 yuans (cerca de R$ 130) a um restaurante que comercializa carne de cachorro e abatido para consumo.
- Guo retornou à China após o roubo e está investigando o caso; não há acordo extrajudicial e ele pretende levar os envolvidos aos tribunais.
- A repercussão nas redes chinesas reacende o debate sobre proteção de animais de estimação e legislação, mesmo com avanços como a retirada de cães da lista de criação para consumo em 2020 e proibições em cidades como Shenzhen e Xangai.
Chutou, um border collie famoso nas redes sociais, foi roubado na China em maio. O tutor Guo, que acompanhava o cão em longas jornadas, interrompeu a viagem ao descobrir o sumiço. O animal possuía rastreador e coleira, mas não evitou o crime.
A dupla ganhou notoriedade desde 2018, quando Guo comprou o filhote por cerca de 2.000 yuans. Em vídeos no Douyin, Chutou aparecia ao lado do tutor em cenários de neve e estradas desertas, conquistando mais de 1,5 milhão de seguidores.
Guo retornou à China para investigar o desaparecimento, analisando imagens de segurança e conversando com moradores. Três dias após o roubo, Chutou foi vendido por 180 yuans a um restaurante que comercializa carne de cachorro. O animal foi abatido para consumo.
Contexto e desdobramentos
A investigação policial aponta que o casal que abordou o cão em Henan pode ter agido com a intenção de ajudar um animal perdido, mas as imagens coletadas contradizem essa versão. A devolução do cão ao tutor não ocorreu.
O caso reacende o debate sobre proteção de animais de estimação na China, onde cães costumam ser classificados como propriedade, dificultando ações legais rápidas em casos de roubo e morte. Cidades como Shenzhen e Xangai já proíbem o consumo de carne de cães e gatos.
Guo afirmou que não aceitará acordos extrajudiciais e pretende levar o caso aos tribunais para responsabilizar os envolvidos. A repercussão nas redes sociais aumentou a pressão por mudanças legais e maior proteção aos animais de estimação.
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