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A ausência vira ponto: sapatos quase invisíveis ganham destaque

Calçados quase invisíveis ganham espaço na moda, mas especialistas alertam para falta de suporte e risco de tensão no pé

Is it a sock? Is it a shoe? Balla mesh by Dear Frances.
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  • A marca Dear Frances lançou o Balla, um “sock shoe” que cobre quase todo o pé e deixa o pé exposto dentro de uma espécie de gaiola leve.
  • A tendência de sapatos quase nus vem ganhando espaço desde 2022, com exemplos como flats em malha e modelos que mantém o pé visível, criando uma estética entre cobertura e provocação.
  • A Chanel levou essa linguagem ao extremo na passarela de Biarritz, com salto amarrado aos pés sem a divisão tradicional do calçado.
  • Especialistas alertam que esse tipo de calçado revela muito o pé e pode exigir pedicure frequente; a sola fina oferece pouca absorção de impacto.
  • A tendência é vista como expressão extrema da moda, com aplicação comercial, mas não é indicada como sapato funcional para uso diário.

O casaco do salto: o que aconteceu é a popularização de calçados quase transparentes, com o modelo Balla da marca Dear Frances, descrito como um sock shoe que cobre quase o pé, deixando-o quase à mostra. O lançamento chega em meio a uma onda de sapatos que valorizam a ausência de estrutura.

O lançamento destaca a ideia de conforto com ajuste que lembra uma luva, segundo a criadora Jane Frances. O design prioriza a sensação de segunda pele, buscando um equilíbrio entre elegância e provocação visual.

O formato vem no contexto de uma tendência que coloca os dedos em evidência, com modelos anteriores ganhando espaço nas passarelas e no varejo. Entre referências históricas, surgiram sapatos de malha e releituras de sapatilhas, que geraram debates sobre estilo versus função.

Tendências e impactos

A Alaïa abriu caminho em 2022 com sapatilhas de malha que provocaram reações, mantendo o pé visível mas envolto. Pesquisas de mercado apontam que o calçado criou um segmento de sandália-like que não é exatamente sandal nem flat tradicional. O efeito é de proximidade com o corpo, mas com uma camada de exposição.

Segundo especialistas, esse tipo de sapato funciona como elemento de estilo, quase como joia ou pele. A ambiguidade entre vestir e despir o pé é o que sustenta o apelo atual, especialmente em apresentações de alto impacto visual.

A Chanel levou o conceito a um extremo na temporada recente, com saltos amarrados aos pés sem a parte superior visível. Para analistas, isso representa expressão fashion extrema, com versões que transitam entre provocação de passarela e tradução comercial.

Especialistas em saúde do pé alertam para riscos da atual tendência. Pontas finas e solas rasas oferecem pouca absorção de impactos, o que pode causar fadiga e tensão no pé após uso prolongado. Profissionais recomendam cautela para quem tem problemas como fascite plantar.

A orientação é clara: o calçado pode ser visualmente marcante, mas não funciona como ferramenta pedagógica de caminhada ou apoio prolongado. Mesmo com design arrojado, a escolha deve considerar conforto e saúde do pé, especialmente para uso diário.

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