- A camiseta “I heart NY” volta a ser tendência, unindo nostalgia, ironia e apelo fashion, impulsionada pela geração Z e por um sentimento anti-Trump.
- Designers como Coach e Chanel incorporaram a peça a desfiles e looks premium, com versões beadadas, textos rabiscados e paetês; celebridades já foram vistas usando.
- A origem remonta a milton glaser, em 1976, contratado para promover o turismo de Nova York durante a crise econômica; o logo tornou-se icônico e há muitas reproduções globais.
- O ressurgimento acontece em meio a mudanças políticas na cidade, com o logotipo virando símbolo de orgulho e resistência, em tom que se opõe a narrativas associadas ao governo anterior.
- Especialistas sugerem um ciclo de vinte anos para tendências, e a camiseta funciona como ponte entre cultura de baixíssimo custo e high fashion, além de ser remixável e amplamente difundida.
O T‑shirt I heart NY, criado nos anos 70, voltou a ganhar destaque na cultura pop. A peça, símbolo de Nova York, reapareceu impulsionada pela geração Z e por um clima político antifã Trump. A pauta atravessa moda e memes.
Desfiles e celebridades ajudaram a impulsionar a retomada. O uso de t‑shirts com corações e mensagens ganhou presença em desfiles de marcas como Chanel, com looks de várias grifes, e em eventos com figuras públicas.
Entre as referências recentes, Ella Emhoff desfilou pela Coach com o modelo na New York Fashion Week, em setembro de 2024. Outro exemplo foi a apresentação da Métiers d’Art da Chanel num show em uma estação de metrô, em dezembro do ano anterior.
Famosas da geração Z também contribuíram. Alex Consani e Teyana Taylor apareceram com a peça em eventos e na imprensa, reforçando o efeito de tendência nas redes. Outras celebridades destacaram o visual em aparições públicas.
A origem da peça remonta a Milton Glaser, que a criou em 1976 para promover o turismo no estado de Nova York durante uma crise econômica. O design se tornou ícone de souvenires e de cultura urbana global.
A marca explica que o símbolo ganhou vida própria ao longo das décadas, saindo do marketing para se tornar um emblema de identidade da cidade. Segundo especialistas, ele funciona como narrativa de branding de destinos.
Para analistas, o retorno reflete uma leitura estética de ciclos de 20 anos: o que parece brega pode tornar-se irônico e desejável. A estética simples admite remixagens para diferentes cidades e subculturas.
A adesão do público também é associada ao contexto político local, com a eleição de Zohran Mamdani como prefeito. O visual funciona como expressão de orgulho urbano e resistência a narrativas oppositoras ao governo federal.
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