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Casados à Primeira Vista na Aus. não revelaram condenações por drogas e violência

Estrelas do MAFS Australia dizem que o programa não informou parceiros sobre convicções criminais, levantando preocupações sobre checagens e segurança

BBC A newlywed couple are seen looking out to sea on a beach, with a photo of the Australian flag in the background.
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  • Stars do reality Married at First Sight Australia afirmam que o programa as deixou inseguras por não informá-las sobre antecedentes criminais de seus parceiros na edição.
  • Um casal da edição anterior não foi informado que o noivo tinha condenação por drogas e só soube após o fim do programa.
  • Outro noivo teve condenação por agressão (affray) que a noiva informou não ter sido comunicada durante o casting.
  • Ao menos outros nove ex-participantes também criticam as checagens de antecedentes e pedem melhoria na avaliação de riscos.
  • Channel Nine e Endemol Shine Australia dizem manter protocolos de segurança, com checagens de polícia, avaliação psicológica e verificações legais em todos os participantes.

Married at First Sight Australia vem sendo alvo de críticas após uma investigação da BBC revelar que participantes tiveram antecedentes criminais que não foram informados aos parceiros na edição. A situação gerou relatos de insegurança entre ex-participantes e cobrança por melhorias nos cheques de antecedentes.

Segundo a apuração, ao menos um noivo de edições passadas possuía condenação por tráfico de drogas, sem que a noiva soubesse antes do fim do programa. Outra participante revelou que um(a) pretendente histórico também tinha uma condenação por agressão, informações não divulgadas durante as gravações.

O programa australiano, produzido pela Endemol Shine Australia e exibido pela Channel 9, afirmou possuir protocolos para a segurança e o bem-estar dos participantes. A emissora sustenta que há um processo de checagem extenso, incluindo verificação policial e avaliações clínicas independentes.

Entre os relatos de ex-participantes, há casos de conduta agressiva durante as gravações, com episódios envolvendo objetos arremessados e confrontos com a equipe. A BBC confirmou mensagens de apoio entre as pessoas envolvidas e indicou que os detalhes de alguns incidentes foram apresentados aos responsáveis pela produção.

Casos específicos citados pela apuração incluem Billy Belcher, ligado a conduta publicada na época de 2014 em Perth, cuja condenação por drogas não foi informada à parceira durante o programa. A dupla participante foi descrita como impactada pela revelação tardia.

Outro caso envolve Adrian Araouzou, participante da edição de 2025, cuja condenação por agressão ocorreu há quase uma década. A declaração oficial das produtoras reiterou que o histórico é verificado, mas houve controvérsia sobre o que foi informado à parceira durante o casting.

Participantes adicionais mencionados pela BBC dizem que o processo de verificação foi acelerado em alguns momentos, com falhas relatadas na obtenção de documentos. Um ex-participante anônimo afirmou que houve pressa para começar as gravações.

Organizações da sociedade civil ressaltam que informações sobre antecedentes devem ser tratadas como questão de proteção e não serem omitidas de pessoas em risco. As produtoras reiteram que o processo de checagem envolve múltiplas etapas, incluindo avaliações médicas e declarações legais.

A BBC também apurou casos de outros ex-participantes que confirmaram convicções anteriores em diferentes jurisdições, não relacionadas ao Brasil. As informações foram obtidas com o consentimento de fontes próximas aos participantes.

Participação e contexto

A produção de MAFS Australia é distinta da versão britânica, conhecida como MAFS UK, que enfrenta outra controvérsia envolvendo acusações de estupro contra alguns homens. A BBC ressalta que as dinâmicas entre formatos variam conforme o país.

As redes envolvidas destacaram que a segurança dos participantes é uma prioridade, com procedimentos estruturados de avaliação de histórico, saúde mental e verificações legais. A BBC informou que novas conversas com ex-participantes e especialistas continuam em andamento.

A investigação ressalta a necessidade de maior transparência nos critérios de escolha e na comunicação de riscos para quem participa do reality. A pauta não envolve julgamentos, apenas a apresentação de fatos apurados e as respostas oficiais das empresas envolvidas.

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