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Exposição em Paris celebra mestre do estilo Pierre Balmain

Exposição em Paris relembra a parceria Balmain-Sirikit, evidenciando a influência do couturier na alta-costura e o eclipse causado por Dior

MESTRE E MUSA - O costureiro e Brigitte Bardot: estrelas do cinema se renderam a suas criações luxuosas
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  • Em Paris, o Musée des Arts Décoratifs inaugura uma exposição dedicada a Pierre Balmain e à colaboração entre o estilista francês e a rainha Sirikit, da Tailândia, reunindo mais de cem peças.
  • A mostra levanta a questão de por que Balmain, influente, não atingiu o mesmo status de Chanel, Dior ou Yves Saint Laurent, destacando a relação com Dior e a história de suas respectivas maisons.
  • Balmain ficou conhecido por perfeccionismo técnico, bordados grandiosos e construção meticulosa, vestindo nomes como Audrey Hepburn, Sophia Loren e Brigitte Bardot, além de ter tido Karl Lagerfeld entre seus assistentes.
  • Embora tenha antecipado o glamour feminino do pós-guerra, Balmain ficou ofuscado por Dior após o New Look, que redefiniu a moda e a narrativa pública de cada um.
  • O texto aponta a recuperação da marca Balmain no século XXI, com Christophe Decarnin e Olivier Rousteing, que reconduziram a maison ao consumo contemporâneo e à cultura pop, fortalecendo a presença de celebridades e influenciando o visual atual.

A exposição no Musée des Arts Décoratifs, em Paris, apresenta a obra de Pierre Balmain (1914-1982) e a relação com a rainha Sirikit, da Tailândia. Estão reunidas mais de 100 peças que revelam a colaboração entre o estilista e a monarca iniciada em 1960. A mostra questiona o lugar de Balmain na história da haute couture.

Balmain chegou a Paris sem concluir a arquitetura e levou esse rigor estrutural para o ateliê. Suas criações se destacaram pelo bordado, pelo uso de tecidos nobres e pela precisão das construções, buscando acompanhar o corpo feminino com elegância.

A relação com Dior ajuda a entender o esquecimento parcial de Balmain. Enquanto Balmain inaugurou sua maison em 1945, Dior introduziu o New Look em 1947, redefinindo o glamour após a guerra e ofuscando o rival.

Contexto histórico

A linha de Balmain era marcada pela silhueta Jolie Madame, com cintura ajustada e saias amplas. A etiqueta contou com clientes como Audrey Hepburn, Sophia Loren e Brigitte Bardot, além de ter Karl Lagerfeld entre seus assistentes no início da carreira.

A exposição revela ainda o alcance internacional da marca, que vestiu realeza, aristocracia europeia e celebridades de Hollywood. Balmain também investiu em perfumes e no prêt-à-porter, abrindo caminho para a moda comercial.

A ressurreição da Balmain ocorreu após a gestão de Christophe Decarnin, nos anos 2000, seguida por Olivier Rousteing. A nova fase consolidou a presença da marca na cultura pop, com o chamado Balmain Army e as peças icônicas que influenciam o guarda-roupa atual.

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