- Paulo Shin, chef brasileiro de origem coreana, abriu o Lavva na Cidade Matarazzo, trazendo uma leitura sofisticada do korean barbecue.
- O restaurante amplia a ideia de fogo como personagem, com a grelha no centro da mesa e cortes preparados diante do cliente.
- Paixão pela culinária coreana permanece, com igual destaque à tradição familiar e à técnica apurada.
- No passado, Paulo liderou o Komah, em 2016, junto da mãe Myung, guardiã dos temperos e das conservas.
- No Lavva, as carnes incluem Wagyu e Angus, acompanhadas de banchan, kimchis e outros itens que equilibram o sabor e a experiência.
Paulo Shin chegou ao Lavva na Cidade Matarazzo, em São Paulo, com a missão de levar o koreano barbecue a um novo patamar. A casa propõe uma leitura contemporânea da grill tradicional, com foco no fogo como personagem central.
Antes, Shin comandou o Komah, na Barra Funda, onde criou uma ponte entre aCoreia íntima e o paladar paulistano. Ao lado dele, a mãe Myung guardava os segredos dos temperos e das conservas que marcavam a cozinha de casa.
No Komah, o casal convergia técnica e memória familiar. A dupla ajudou a criar uma identidade que misturava tradição com uma leitura moderna, sem abrir mão da essência coreana. O público reconheceu a proposta.
No Lavva, o fogo assume protagonismo. A grelha fica no centro da mesa, cercada por cortes de Wagyu e Angus, preparados diante dos comensais, com precisão e ritual. A ambientação capitaliza a elegância da casa.
A equipe que trabalha com Shin conduz os cortes com pinças, fumaça e atenção aos pontos de cozimento. O serviço ganha ritmo de espetáculo, sem abandonar a concentração necessária para alcançar o ponto ideal.
Entre os acompanhamentos, os banchan ganham destaque ao lado das carnes. Kimchis, conservas, picles e cogumelos aparecem para equilibrar sabores, texturas e aromas no paladar com a linha do prato principal.
O Lavva também investe em drinks autorais, cervejas e uma carta de vinhos que conversa com a intensidade da carne assada. O jantar vira experiência que mescla cultura, técnica e convivência.
Com isso, Paulo Shin transita de uma etapa para outra sem perder a essência: cozinhar com respeito à tradição, mas com olhar contemporâneo. O objetivo é oferecer ao público brasileiro uma comida coreana familiar, sofisticada e cosmopolita.
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