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Dua Lipa abre biblioteca com 100 livros censurados; autora brasileira é escolhida

Biblioteca Manifesto, no Porto, abre com mais de cem títulos censurados; 'Olhos D'água', de Conceição Evaristo, inaugura o acervo

Dua Lipa inaugura a Biblioteca Manifesto, com mais de 100 livros censurados; brasileira Conceição Evaristo abrirá o acervo
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  • Dua Lipa inaugurou a Biblioteca Manifesto na Livraria Lello, no Porto, Portugal, reunindo mais de cem livros que já enfrentaram censura.
  • A obra de estreia escolhida para o acervo é Olhos D’água, da brasileira Conceição Evaristo, que ocupa a primeira prateleira.
  • A Biblioteca Manifesto é uma extensão do Service95, clube do livro da cantora, com o objetivo de preservar e evidenciar obras censuradas por abordarem temas como raça, direitos humanos e liberdade de expressão.
  • Além de Olhos D’água, o acervo inicial traz títulos de outras grandes vozes, como O Conto da Aia, de Margaret Atwood, Felon, de Reginald Dwayne Betts, e obras de Salman Rushdie e Olga Tokarczuk.
  • A escolha de Olhos D’água ganha relevância ao remeter a debates sobre liberdade de leitura no Brasil, especialmente após episódio de censura envolvendo uma professora em Salvador em 2021.

Dua Lipa inaugurou a Biblioteca Manifesto, em parceria com a Livraria Lello, no Porto, Portugal. O espaço reúne mais de 100 obras que já enfrentaram censura ou tentativas de proibição em diferentes países. A primeira obra a compor o acervo é Olhos D’água, de Conceição Evaristo.

O lançamento reforça o esforço da cantora em promover literatura crítica e de resistência. No ato de abertura, a escritora brasileira Conceição Evaristo foi anunciada como a primeira autora a integrar o acervo, o que ganhou repercussão internacional e evidenciou a relevância da obra nesse contexto.

Conceição Evaristo celebra a escolha

Conceição Evaristo informou, por meio das redes sociais, que ficou emocionada com a decisão de incluir Olhos D’água na Biblioteca Manifesto. A autora ressaltou a importância de reconhecer obras que discutem questões raciais, de gênero e de desigualdade, ampliando o acesso a leituras desafiadoras.

O que é a Biblioteca Manifesto

A iniciativa surge como extensão do Service95, clube do livro criado por Dua Lipa. O objetivo é preservar obras que já enfrentaram censura ou restrições por tratar de temas como racismo, direitos humanos, política e liberdade de expressão. O acervo inicial reúne exemplares de diversas partes do mundo, incluindo títulos de Margaret Atwood, Salman Rushdie e Olga Tokarczuk.

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