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Apresentado em 5 de julho de 1946, o biquíni provocou escândalo e transformou a moda praia, tornando-se símbolo de liberdade feminina

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  • Em cinco de julho de mil novecentos e quarenta e seis, Louis Réard apresentou o biquíni, contratando Micheline Bernardini como modelo após recusas de profissionais; a data coincidiu com o teste nuclear no atol de Bikini.
  • A peça provocou escândalo por expor pele demais, levando Réard a dizer que o biquíni só é biquíni se passar por dentro de uma aliança de casamento, frase que marcou a época.
  • Diana Vreeland ficou associada à ideia de que o biquíni seria “a invenção mais importante desde a bomba atômica”; revistas de moda variaram entre cautela e entusiasmo, com a Vogue sendo mais reticente no começo.
  • A popularização ocorreu na década de sessenta, após Brigitte Bardot e Marilyn Monroe ajudarem a levar o biquíni às páginas das revistas de moda e às praias, com o umbigo perdendo o tabu gradual nos anos 1960.
  • A consagração veio em dois mil e dois, com o filme 007 Contra o Satânico Dr. No e Ursula Andress; desde então, o biquíni seguiu evoluindo com novas versões e se consolidou como símbolo de liberdade feminina.

O biquíni, apresentado ao mundo em 5 de julho de 1946, gerou escândalo ao revelar pele excessiva para os padrões da época. Criado pelo engenheiro mecânico francês Louis Réard, o traje foi exibido pela dançarina Micheline Bernardini. A escolha ocorreu após a recusa de modelos profissionais.

A apresentação ocorreu no contexto de repercussões do teste nuclear realizado pelos EUA no atol de Bikini, no Pacífico. Réard pretendia gerar impacto semelhante e provocou polêmica ao mostrar um traje de bainha curta, visto como ousado para o pós-guerra.

A imprensa da época reagiu de maneiras distintas. Guardiões da moral desaprovaram a exposição corporal. Réard associou o conceito a um slogan que circulou entre as curiosidades: um biquíni só é biquíni se passar por dentro de uma aliança de casamento.

Diana Vreeland é frequentemente citada ao resumir o efeito do biquíni: teria sido a invenção mais importante desde a bomba atômica. A Harper’s Bazaar enxergou potencial cultural, enquanto a Vogue adotou cautela inicial.

A percepção mudou com a popularização de estrelas como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe, no início dos anos 1950. A partir de então, magazines passaram a dedicar mais espaço ao traje, que ganhou espaço constante na moda de verão. Nos anos 1960, o biquíni era comum nas páginas da Vogue.

Durante os primeiros anos, a edição americana da revista evitava expor o umbigo, mantendo-o coberto em ensaios. Esse tabu só diminuiu gradualmente na década de 1960, com a mudança de padrões visuais.

A consagração definitiva veio com o filme 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962. Ursula Andress executou o icônico modelo, entrando para a história como o “biquíni de Dr. No”. A partir dali, o traje expandiu opções como o triquíni e o monokini, que teve aceitação parcial.

Nas décadas seguintes, o biquíni acompanhou mudanças sociais. A autonomia feminina, a pílula anticoncepcional, a minissaia e movimentos de contestação influenciaram a moda praia e a forma como o traje é entendido.

Nas décadas de 1980 e 1990, desfiles de grandes semanas de moda passaram a encerrar com coleções de biquíni, em referência a uma nova estética. Modelos de renome disputaram espaço, reforçando a associação do biquíni à liberdade.

Hoje, o biquíni permanece como peça-chave da moda praia. Sua presença em diferentes corpos — variados em tamanho e formato — reforça a percepção de confiança e autonomia. Quase 80 anos após seu lançamento, ele continua ativo e influente.

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