- Nos botecos de São Paulo nos anos cinquenta, cachaça e vermute eram misturados em copos de shot, criados pela Cinzano para conquistar clientes brasileiros, com um ritual parecido ao da pinga.
- O drink ganhou o rótulo de coquetel e recebeu copos marcados para indicar as proporções, com reforço na base de vidro para não quebrar ao bater no balcão.
- Hoje, o rabo de galo aparece em cartas de bares descolados e da alta coquetelaria paulistana, mantendo a cachaça na receita e ganhando releituras com vermutes artesanais e preparos mais elaborados.
- Mestre Derivan, criador do Concurso Nacional de Rabo de Galo, afirma que a bebida evoluiu sem perder a origem, oferecendo versões em taças ou em copos de cristal, com infusões e bitters.
- Em cinco bares de São Paulo, é possível provar a versão original ou releituras do drink, com preços que variam entre treze reais e trinta e quatro reais, em locais como Bar Brahma, Caos, Giro, Kaia e Mocotó.
Nos bares paulistas dos anos 1950, a combinação de cachaça e vermute ganhou forma em copos de shot, reproduzindo uma bebida que viria a se tornar icônica. A origem envolve a indústria italiana de vermute Cinzano e o paladar local de cachaça.
A fusão entre tradições abriu caminho para novas versões, com copos marcados para medir as proporções e reforço de vidro para aguentar o bater do balcão. O nome deriva do termo inglês cocktail, traduzido para rabo de galo.
Ao longo de décadas, o rabo de galo deixou os botecos e ganhou espaço em cartas de bares de alta coquetelaria. Hoje, circula em versão original e em releituras que mantêm a cachaça como ingrediente central.
Mudanças no cardápio e releituras
Segundo Mestre Derivan, criador do Concurso Nacional de Rabo de Galo, há versões servidas em taças, copos de cristal e com infusões, sem perder a essência da bebida. O foco continua na cachaça.
Para Márcio Silva, educar o paladar para cachaças de qualidade impulsionou a valorização do drinque. A tendência acompanha a expansão global de coquetéis com bebidas brasileiras.
A bebida é associada ao imaginário brasileiro, mantendo presença em casas tradicionais e estabelecimentos de referência na cena de coquetelaria de São Paulo.
Onde beber o rabo de galo em versões originais ou criativas
Bar Brahma
Na esquina central de São Paulo, a casa oferece uma releitura com cachaça umburana, vermute próprio, bitter de chocolate com café e casca de laranja. Valor de R$ 34.
Caos
Bar que funciona como loja de antiguidades, oferece a versão original e uma adaptação chamada Rabo de Galinha, com infusão de canela e gengibre. Custa R$ 13 cada uma.
Giro
Em Pinheiros, a bebida figura entre os clássicos brasileiros, com cachaça, vermute tinto e bitter. Preço de R$ 32.
Kaia
Bar do centro aposta no clássico com Arbórea, Cynar, vermute e suco de limão-taiti. Custa R$ 25.
Mocotó
Restaurante de comida sertaneja oferece a versão Galo do Zé, com cachaça envelhecida em carvalho, licor de alcachofra e licores, por R$ 28,90.
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