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Biografia reveladora expõe a vida controladora e enganadora de Douglas Cooper

O livro "Irascible" revela a vida controversa de Douglas Cooper e seu impacto no mercado de arte moderna, desafiando a percepção sobre seu legado

Douglas Cooper, fotografado por Gloria Etting (por volta de 1970) Tosquelles: © Roberto Ruiz. Sirvins: cortesia do Lille Métropole Musée d’art moderne, d’art contemporain et d’art brut (Foto: Gloria Etting)
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  • O livro “Irascible” analisa a vida de Douglas Cooper, um colecionador de arte moderna.
  • A obra, escrita por Adrian Clark e Richard Calvocoressi, destaca a complexidade da personalidade de Cooper e suas interações com artistas como Picasso.
  • Nascido em mil novecentos e onze, Cooper foi um dos principais colecionadores de Cubismo em Londres na década de mil novecentos e trinta.
  • Sua coleção é considerada excepcional, mas sua reputação é controversa, marcada por traços negativos como manipulação e confrontação.
  • Após sua morte, a maior parte de sua coleção foi dispersa, ao contrário de outros colecionadores que doaram suas obras a instituições.

Douglas Cooper, um influente colecionador de arte moderna, é o foco do livro “Irascible”, que explora sua vida e legado. A obra, escrita por Adrian Clark e Richard Calvocoressi, revela a complexidade de sua personalidade e suas interações com artistas renomados, como Picasso.

Nascido em 1911, Cooper se destacou como um dos principais colecionadores de Cubismo, especialmente em Londres durante a década de 1930. Sua trajetória é marcada por uma combinação de riqueza familiar e estudos incompletos em direito e história da arte. O livro detalha sua carreira como comerciante e connoisseur, embora sua reputação seja controversa, descrita como a de um sociopata por Clark.

A obra destaca a dualidade de Cooper: enquanto sua coleção é amplamente reconhecida como notável, sua personalidade é frequentemente caracterizada por traços negativos, como a manipulação e a confrontação. O autor menciona que Cooper exigia controle total sobre exposições, o que refletia sua autoconfiança e monomania.

A Coleção e o Legado

O livro também aborda a coleção de Cooper, considerada excepcional. Ele foi um dos primeiros a financiar a Mayor Gallery, influenciando a programação de modernismo internacional. Sua habilidade em navegar nas redes de arte da época, incluindo relações com dealers como Daniel-Henry Kahnweiler, foi crucial para o desenvolvimento de sua coleção.

Cooper também atuou como um “Monuments Man” após a Segunda Guerra Mundial, buscando arte saqueada na Suíça. No entanto, surgem indícios de que ele pode ter utilizado essa pesquisa para benefício pessoal. Apesar de manter relações cordiais com alguns artistas, sua amizade com Picasso é tratada de forma superficial no livro.

O legado de Cooper é complexo. Embora tenha deixado uma coleção impressionante, a maior parte foi dispersa após sua morte, ao contrário de outros colecionadores que doaram suas obras a instituições. O livro, que conta com uma introdução de David Hockney, oferece uma visão abrangente da vida de Cooper, permitindo que os leitores formem seu próprio julgamento sobre sua figura controversa.

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