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Samir Yazbek apresenta ‘Trilogia Paulista’ e explora a história de São Paulo

A peça "Sarah em São Paulo" dará início à "Trilogia Paulista", refletindo sobre a arte e a desigualdade social na história da cidade.

Dramaturgo Samir Yazbek na estreia do espetáculo 'Perfeita!', no Teatro Paulo Autran, em 2024 (Foto: Ronny Santos - 25.out.24/Folhapress)
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  • A atriz francesa Sarah Bernhardt visitou São Paulo em 1886, evento que inspirou a primeira peça da “Trilogia Paulista”, escrita pelo dramaturgo Samir Yazbek.
  • A peça “Sarah em São Paulo” estreia em janeiro de 2025 e abordará desigualdade social e a relação da arte com a sociedade.
  • Yazbek, que cresceu em São Paulo, refletirá sobre a evolução cultural da cidade entre 1886 e 2025, destacando a subserviência ao estrangeiro.
  • A direção é de Ulysses Cruz e a produção de Fernando Padilha.
  • A trilogia incluirá temas como a valorização da arte estrangeira na década de 1950 e conflitos ideológicos entre gerações nos dias atuais.

A visita da atriz francesa Sarah Bernhardt a São Paulo em 1886 inspira a primeira peça da “Trilogia Paulista”, do dramaturgo Samir Yazbek. Com estreia marcada para janeiro de 2025, “Sarah em São Paulo” abordará temas como desigualdade social e a relação da arte com a sociedade.

Yazbek, que cresceu na cidade, busca refletir sobre sua história e a evolução cultural de São Paulo. A trilogia, composta por três peças, explorará a trajetória da cidade entre 1886 e 2025, destacando a subserviência ao estrangeiro e a modernização cultural. A direção ficará a cargo de Ulysses Cruz, e a produção é de Fernando Padilha.

O dramaturgo se inspirou em relatos históricos, como o episódio em que estudantes da Faculdade de Direito transportaram Bernhardt em uma carruagem, simbolizando a admiração pela artista em um contexto de movimento abolicionista. Yazbek menciona que a imagem da atriz e sua interação com os jovens o motivaram a criar diálogos que refletem a realidade da época.

Temas da Trilogia

A segunda peça, “A Grande Obra”, abordará a valorização da arte estrangeira na década de 1950, contrastando as produções do Teatro Brasileiro de Comédia e do Teatro Experimental do Negro. A terceira, “Pais e Filhos”, se passará nos dias atuais, explorando conflitos ideológicos entre um pai e um filho artistas, refletindo sobre o individualismo contemporâneo.

Yazbek, que já teve diversas obras encenadas, destaca a importância do teatro como uma arte relacional. Ele expressa preocupação com a deterioração do centro de São Paulo e a crescente desigualdade social. O dramaturgo vê a trilogia como uma oportunidade de revisitar sua cidade natal e entender suas transformações.

A pesquisa para a trilogia é fundamentada em obras que discutem a escravidão e a resistência cultural, como “Teatro e Escravidão no Brasil”. Yazbek planeja ainda parcerias com outros artistas para novos projetos teatrais, reafirmando seu compromisso com a cultura e a educação.

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